
No Pod Gusma #32, exibido em 1º de abril, os jornalistas Emílio Gusmão e Thiago Dias entrevistaram Paloma Amado, filha dos escritores Zélia Gattai e Jorge Amado.
A íntegra da conversa está disponível no Canal do Gusmão no YouTube.
Na primeira parte da entrevista, Paloma comentou a associação equivocada feita em Ilhéus entre personagens fictícios dos romances do pai e pessoas reais da elite local.
Conforme a jornalista Joselia Aguiar, no livro Jorge Amado: uma biografia, esse tipo de leitura preconceituosa marcou a recepção do livro Gabriela, Cravo e Canela na cidade.
O caso de maior repercussão ocorreu no início dos anos 1960. Uma reportagem da revista Manchete, escrita pelo jornalista Jorge Emílio Medauar, associou Gabriela a dona Lourdes Maron, antiga proprietária do Bar Maron (Vesúvio no romance).
A associação provocou reação pública contrária, influenciada pelo machismo. Foi realizado um abaixo-assinado para afirmar que “Dona Lourdes não é Gabriela”. Isso porque, no romance, Gabriela é uma personagem livre, que desafia convenções morais e não aceita as submissões do casamento com o turco Nacib. A união do casal é abalada quando Nacib encontra Gabriela nos braços do sedutor Tonico Bastos.
Ao comentar o episódio, Paloma Amado afirmou que a personagem não é cópia de uma mulher de Ilhéus. Gabriela não era dona Lourdes, assim como Nacib não era o dono do Bar Maron (Emílio Maron). “Papai não chupou uma história de Ilhéus”.
Para Paloma, o romance é o primeira obra feminista do pai e não foi inspirado na Ilhéus machista do século passado.
A entrevista completa está disponível no Canal do Gusmão no YouTube.
Veja o corte em que Paloma Amado fala sobre o assunto.
Assista ao episódio completo.








