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PT REFORÇA AGENDA DE DILMA CONTRA FATOR CIRO

Do Estadão.

dilma-roussefSinalização do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que planeja se contrapor ao governador José Serra (PSDB) na corrida presidencial levou o alto comando do PT a aumentar as pressões para colocar na rua a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Enquanto alguns dirigentes do partido ainda se empenhavam ontem em pedir a Ciro que desista da disputa, outros cobravam agilidade na negociação de alianças e definições da candidatura.

“A candidatura do deputado Ciro Gomes à Presidência da República, se confirmada como tudo indica, levará também o PT a ter que acelerar suas alianças e as definições relativas à candidatura da ministra Dilma Rousseff”, afirmou ontem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em seu blog na internet, dando a linha da movimentação que tomará conta do partido nas próximas semanas.

O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), até tentou prometer a Ciro o apoio para que dispute o Palácio do Planalto daqui a oito anos, ao final de um suposto segundo mandato de Dilma. “O Ciro é muito jovem. Daqui a oito anos, por exemplo, ele terá a mesma idade que a Dilma tem hoje. E, então, nós poderíamos apoiá-lo para disputar a Presidência”, disse Vaccarezza, um dos articuladores do convite para que Ciro desistisse da disputa presidencial e concorresse ao governo paulista em 2010.

A pressa para fortalecer Dilma surge justamente no momento em que petistas, encarregados dos preparativos para 2010, planejam colocar em prática o que chamam de “agendão de pré-campanha”.

O plano começou a ser desenhado há alguns meses, mas voltou para a gaveta após o diagnóstico de um câncer no sistema linfático da ministra. Apesar de insistirem que a estratégia antecedeu o fortalecimento de Ciro, petistas admitem que ela começa a ser aplicada em boa hora.

Em conjunto com a cúpula partidária e o Palácio do Planalto, Dilma decidiu que vai reservar pelo menos três finais de semana de cada mês para viajar pelo País, participando de maratona de eventos para fortalecer a relação com a militância e negociar alianças.

A ideia é, principalmente, promover a candidatura junto às pessoas que serão recrutadas para fazer a campanha do PT. A sigla e o governo avaliam que Dilma deixa a desejar na integração com a base tradicional de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veem, por exemplo, a necessidade de aproximar a ministra dos movimentos sociais.

Pelo plano traçado, Dilma deverá chegar toda sexta-feira a uma região diferente. Na previsão de como seria a agenda da petista, as noites de sexta serão reservadas para jantares com líderes partidários locais. Os sábados devem abrigar atividades como cafés da manhã com movimentos sociais, atos com militantes, almoços com grupos de mulheres e sindicalistas ou até caminhadas a céu aberto, um roteiro bem típico de uma candidata em plena campanha. “Com a aproximação do ano eleitoral, é natural que a ministra Dilma invista na relação com a militância e outros partidos”, disse Vaccarezza.

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