Por Gustavo Pestana.
Hoje estaremos discorrendo sobre a diferença entre luto e melancolia, sob a ótica da psicanálise. Nesta condição buscaremos esclarecer também a diferença entre algumas classificações entre as ciências médicas e as de senso comum.
Torna-se interessante ressaltar o que há de comum a este dois quadros clínicos, para depois diferenciá-los. Em ambos o sujeito, perde um objeto de amor, que pode seu um filho, o emprego, um(a) namorada(o), um animal de estimação e etc. Perda da capacidade amar, cessação de interesse pelo mundo, desânimo e inibição de atividades.
Depois de pontuarmos o que há de comum em ambos, discorrermos sobre as diferenças.
No Luto, o objeto perdido é real, não há uma condição patológica e é superado após algum tempo. Ou seja, o sujeito não tem uma desorganização psíquica tão pouco neurológica. O objeto perdido existe ou existiu na realidade social. Este está é superado após algum tempo, pois novos objetos de amor são colocados no lugar do anterior e o sujeito retorna a posição de sujeito desejante. No luto o mundo perde a graça, “a cor”. Mas isso passa facilmente.
Na melancolia, objeto pode ser real ou fantasioso, há condição patológica e só é superado com tratamento. Neste caso, a classificação médica é depressão. O sujeito é culpado por tudo, é o grande vilão da história, existe uma recusa crônica pela alimentação, e nenhum investimento no mundo externo.
Nas últimas duas décadas, termos como estresse e depressão estão sendo comungados de forma errada, e muitas pessoas tem se rotulado com formas de ser erroneamente. Minhas palavras são: Quando doer a perda de algo, chore o quanto for necessário, pois o objeto de amor teve grande importância na sua vida, recorde os bons momentos, e lembre-se que estamos aqui de passagem, onde o que deixaremos aqui de mais importante será o nosso modo de agir e não de pensar. Pois as palavras são belas apenas no papel, a ações são belas, pois são visíveis.
Estarei escrevendo outros artigos técnicos sobre problemas de ordem psicológica para o melhor esclarecimento de nossa população.
Até breve!
Gustavo Pestana é acadêmico do 6º semestre do curso de psicologia da FTC – Itabuna. Membro do NEOOP (núcleo de estudos e orientação em oncologia pediátrica). Contato: [email protected]








