Por Marcos Pennha.
Há poucos dias, comemoramos o dia da independência do Brasil. Quanto a tal independência, digamos que “há controvérsias”, como diria o Pedro Pedreira, personagem do saudoso comediante Francisco Milani. Isso, no entanto, é assunto para ser debatido, exaustivamente. Hoje, o Brasil é governado por um civil vindo do sopé da base da pirâmide social. Luiz Inácio Lula da Silva, nascido na pequena e pacata Garanhuns, do nordestino estado brasileiro Pernambuco. Como metalúrgico, aposentou-se pela perda do dedo mindinho. Ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT). Dizem as más línguas que, depois da fundação da sigla partidária, ele deixou de trabalhar.
Disputando, pela quarta vez, o maior posto de cargo eletivo brasileiro, Lula foi eleito presidente da República em 2002. No ano 2006, mesmo com as turbulências provocadas por denúncias de corrupção envolvendo seus companheiros, ele reelegeu-se. Um fenômeno! A equipe de marketing do PT conseguiu blindar seu ícone maior. Houve até a onda da formação do Lulismo, movimento dos admiradores de Lula, totalmente independente do petismo (partidários do PT).
Ninguém consegue explicar, com exatidão, o fenômeno Lula. Seus companheiros de longas datas José Dirceu, José Genoíno, Antônio Palocci e tantos outros envolvidos em malversação da verba pública. Lula sai ileso, só declarando que não viu, não ouviu, nem sabe de nada, tal qual aquela representação dos três macaquinhos.
É bem verdade que nos governos Lula aconteceram transformações positivas, notadamente para a classe trabalhadora. Claro que bem longe do que foi prometido em campanhas eleitorais. Os 10 milhões de empregos prometidos ficaram em apenas, aproximadamente, 4 milhões, já finalizando seu segundo mandato. E a sua popularidade crescente, de onde vem? Talvez, quem sabe, do bolsa família, um programa governamental começado na gestão do ex-presidente Fernando Henrique (PSDB). Ninguém duvida que, para a maioria do povo que vive em condições de miséria absoluta, bem menos de 100 reais por mês funciona como a tábua de salvação no afogamento. Não se pode desconsiderar, também, que o bolsa-família configura-se, mesmo que involuntariamente, como a compra institucionalizada do voto. É bolsa para tudo e todos, inclusive para invasores de terras (Leia-se Movimento dos Sem Terra/ MST) e familiares de presidiários, pode?
A trajetória de Lula é espetacular! Ninguém, em sã consciência, pode desconhecer que é uma vitória e tanto de um filho de Garanhuns, que chega à grande São Paulo, na condição de metalúrgico e sindicalista, e se torna presidente da República Federativa do Brasil. Suas derrotas iniciais nas urnas serviram como aprendizado. A cada derrota, afirmam, Lula era ouvido pelo saudoso Dr. Roberto Marinho, o todo poderoso fundador da Rede Globo, que, do alto da sua sabedoria, lhe dizia: “Não é com ódio que se resolve as coisas. Sua hora chegará”.
O PT, inicialmente, era radical. Não fazia aliança com nenhum partido. Venceu quando quebrou a resistência. Aliou-se ao Partido Liberal (PL), hoje Partido da República (PR), cedendo a vaga de vice-presidente ao grande industrial mineiro José Alencar. Nenhuma mácula recai sobre a boa imagem de Alencar. Longe disso. Por outro lado, o brasileiro comum estarrece-se quando toma conhecimento de corrupção no governo.
Lula, ao dizer que não viu, não ouviu, nem sabe de nada, leva a todos a pensarem que os grandes mentores do PT, como José Dirceu e José Dirceu, só usaram sua antiga imagem de trabalhador – atualmente, não apresenta mais a barba e cabelo desgrenhados, nem a cara sofrida – para fazer ascender ao partido. Parece que existe uma quadrilha agindo contra a nação. Não dá mais para suportar.
Na presente campanha, novas denúncias. Notícias de quebra de sigilo nas instituições oficiais e tráfico de influências envolvendo gente intimamente ligada à candidata do PT, Dilma Rousseff. Não podemos dizer que a assessoria do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra, não esteja usando esses fatos em benefício próprio; contudo, é preciso que se dê um BASTA a tudo isso.
O diferencial da campanha presidencial é a candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva. Sem a sua candidatura, o crescimento econômico, levando em consideração o meio ambiente, não estaria em pauta. O Brasil como alimentador do mundo estaria fora de cogitação. Imagino que, sem Marina, o debate seria só um festival de acusações mútuas, imagens atraentes de falso desenvolvimento e promessas vazias. Penso que Marina é o verde da esperança de um Brasil bem melhor para todos os brasileiros. Pena que o tempo dela, nos programas eleitorais, seja tão pouco para que seja mostrado que isso é possível.
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Respostas de 8
Marina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!meu voto é de Marrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Marcos
faço algumas considerações ao seu texto:
1- Lula não foi aposentado por conta do acidente de trabalho que
lhe ceifou um dos dedos das mãos. Foi aposentado por tempo de
serviço.
2- Você está certo, não foram criados 10.000.000 (dez milhões)
de postos de trabalho com carteira assinada.
Foram 14.000.000 (QUATORZE MILHÕES) em 8 anos.
3- O bolso escola foi criado pelo governador de Brasília,
aproveitando a idéia de Eduardo Suplicy, tanto o governador,
quanto o Senador são do PT.
4- O bolso família, vem do projeto de combate a fome e miséria, desenvolvido pelo PT, apresentado ao Presidente Itamar Franco em 1993 por Lula, quanto o mesmo levou Betinho e ali receberam o apoio do Presidente Itamar Franco para a campanha de combate a fome liderada por Betinho.
5- Quando você observa a votação por região do país, cai por terra sua visão de que a votação e popularidade do Presidente, vem apenas de marketing e da população assistidas por programas assistenciais do governo federal, que são geridos pelos municípios, tanto do PT, quanto do PSDB, DEM, PPS, PV, entre outros.
6- Não e esqueça: Marina sempre foi filiada ao PT, foi nomeada Ministra do Meio Ambiente por LuLa e implantou as políticas ambientais apoiadas pelo Governo do PT.
Creio que ela embarcou numa barca furada, uma vez que o PV já era enquanto partido ligado ao meio-ambiente e políticas sociais>
no mais
PT saudações!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
O engraçadinho Marcos Pennha podia ficar sem essa bordoada que levou do Emanoel Guimarães.
Volta a escrever piadinhas em jornal de boteco que é melhor negócio.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Eu queria entender uma coisa: como é que Lula sabia de tudo, e recebe tantas críticas ao tempo em que “Nenhuma mácula recai sobre a boa imagem de Alencar.”.
Acho que falta coerência aí. As mesmas oportunidades, os mesmos interesses e, afinal, o mesmo governo é o de Lula e o de José Alencar.
Ou ambos são imaculados ou ambos sabiam de tudo. Estão juntos nessa.
Valeu!
Degas.
Este tal de Marcos Penha é realmente um Bôbo da Corte
Até você marcos, fazendo esse tipo de comentário? poxa seu conceitocaiu comigo. ja não basta ser contra o progresso de ilhéus agoraé contra o do resto do pais? que coisa feia amigo.
Olá, Gusmão. É a primeira vez que venho aqui, por intermédio de um spam. Confesso que esperava mais. Vou ser sincero: seu texto é contraditório em si e, parece encomenda ou marcação de posição político-partidária para agradar financiadores do jornal impresso.
Vou dar-lhe uma dica: estude um pouco mais “ciências políticas” e procure aprimorar o senso-crítico antes de aventurar a fazer análises políticas. Podemos perfeitamente ser contra qualquer governo, pessoa, instituição, etc, mas para isso não basta “ser contra” – é preciso ter embasamentos sólidos e uma boa formação na área em que se pretende a polêmica.
O embate é saudável e gera “o novo”, desde que coerente, caso contrário, o contraditório virá em forma de menosprezo e da ridiculização, como vi nos comentários acima.
Um abraço e espero não ter perdido o meu tempo.
Realmente, você está ludibriando-se ou sendo ludibriado por essa malta que se diz oposição. E uma oposição, não ao governo, mas ao país. O auxílio reclusão, por exemplo, não é invenção de Lula nem do PT. Em 1976, quando eu trabalhava no, então, INPS, esse benefício já existia. Provavelmente, nos mesmos moldes atuais.
É preciso cautela ao tratar desses assuntos manipulados por interesses políticos. E o ‘saudoso’ Roberto Marinho, não é tão saudoso assim. Pra quem passou grande parte da vida pública apoiando golpe militar e sendo por ele beneficiado, ser lembrado já é uma grande honra, não é necessário ter saudade dele. _Abraço.