Por Marcos Pennha
O burburinho da política está no ar. Época pré-eleitoral é assim mesmo. Os pré-candidatos distribuem sorrisos, apertos de mão, abraços e promessas, muitas promessas. O clima de falsidade sobrevoa. O povo (ou vítima?) parece que tá sacando, aos poucos, a malandragem praticada pelo político.
Vejamos o que acontece na minha terra, a querida baiana Ilhéus. A gente ilheense não sente a presença positiva dos poderes públicos constituídos pelo voto popular. O governo municipal começou a operação “abre-buraco”, e a população aguarda, ansiosamente, a outra operação: a tapa-buraco. O que a administração tem dado é tapa na face da gente humilde trabalhadora. E o povo, humildemente, seguindo a lição do Mestre, sempre oferecendo a outra.
No nobre bairro Cidade Nova, a buraqueira é velha. Quando chove, há a formação de poças d’água, facilitando a criação de mosquitos. Enquanto isso, o político reúne-se com outros para articular aliança política. Nos postos de saúde, faltam medicamentos. O salário diminuído do servidor é pago com atraso. Enquanto isso, o político articula-se para defender o projeto político do governador Jaques Wagner (PT). Ora, veja se não fica claro que ele, o político, defende tão somente causas pessoais! E o povo, carente dos serviços essenciais, a exemplo de escolas decentes, atendimento médico hospitalar, saneamento básico e tudo o mais que é de direito do cidadão pagador de impostos.
Enquanto nada acontece de favorável ao povo, o político o alimenta com promessas vãs e obras inacabadas, que se arrastam há muito tempo. No ponto de ônibus localizado no fundo do supermercado Delta, no centro, uma sessão de buraco comparável à existente na Câmara Municipal (Ops!). A obra de construção do Departamento de Polícia Técnica (DPT) já tem três anos de iniciada, e continua inacabada. Enquanto isso, o político promete, promete, promete: duplicação da rodovia Ilhéus\ Itabuna, Zona de Processamento de Exportação (ZPE), melhoramento da rodovia Ilhéus\ Buerarema, etc. Ilhéus vem perdendo ao longo do tempo e com promessa de mais perda. O porto está abandonado, sem infraestrutura. O aeroporto funciona precariamente, em vias de decolar para o além. Os moradores do bairro São Miguel correm o risco de terem suas casas destruídas pelas águas do mar e ainda de morrerem afogados.
Enquanto tudo de desfavorável acontece com o povão, o político costura aliança para favorecer ao projeto do governador ou ao de quem pretende sucedê-lo. Dentro do rol de quimeras, a promessa de implantação do intermodal em que se propõe ferrovia, porto e aeroporto. Em Ilhéus, pretende-se desapropriar milhares de famílias dos assentamentos, que sobrevivem da produção agrícola que abastece a gente ilheense, inclusive do centro urbano. Milhares de pessoas desassistidas em prol do projeto do político, que promete gerar apenas quinhentos empregos. Detalhe: a gente simples do campo não terá espaço nas minguadas centenas de empregos prometidas pela eventual concretização do complexo porto sul. Pode um absurdo desse?
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Uma resposta
O CAÔ DO POLITICOS, nome interessante.Mas vamo fazer ai uma mudança de nomes:Bem poderia ser utilizado O CAÔ DO GUETO DO ATRAZO, mais sugestivo, tem mais charmes.Palavra que sou com glamour, um toque de elegância.
Não é que estava pensando que o articulista do gueto do atrazo, estava fora de Ilhéus, no comando das Organizações Tabajaras da Rede Globo ou Natura.
Marcos Pennha , até que é um cara legal, gosto de bater papo com ele , mais tem andado na companhia do gueto do atrazo,isso dificulta nossa aproximação. Quando aos trilhos do rumo do progresso chegar em Ilhéus, trazendo o minério de Caitités para o Porto Intermodal, sai da frente que o trem de ferro passa por cima,Qualquer dia desses, vamos encontrar e colocar as conversas em dia.Valeu Marcos!Intê!