Especialistas da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz – Ilhéus/BA) e da UFBA (Universidade Federal da Bahia) contestam o cronograma estimado para a construção do Complexo Intermodal Porto Sul, no município de Aritaguá, em Ilhéus. O EIA-RIMA apresentado ao IBAMA estima que a construção dos dois quebra-mares para a implantação do porto público e do TUP privado da Bahia Mineração será no período de 43 meses (aproximadamente 3,6 anos). Já a frequência de tráfego de caminhões carregados com pedras esperada nas vias de acesso à cidade foi estimada em um veículo a cada 6 minutos, 24 horas por dia, ininterruptamente.
Análises técnicas informam que os cronogramas não são compatíveis. O tempo para construir as obras civis seria aproximadamente três vezes maior do que o indicado no estudo. Ou seja, quase 11 anos de obras. Em vez de 43 meses, o prazo para a construção dos quebra-mares será em 129 meses.










Uma resposta
Já imaginaram, em que estado de “BOA Conservação”!… irão ficar estas estradas, por onde e em cada 6 minutos, passarão camiões carregados de pedras de muitas toneladas, para as deitarem no ma(construção dos molhes ou quebra-mar) e como também e em cada 6 minutos, passarão os mesmos com as conchas vazias? Será que as estradas da zona, estão preparadas para suportar durante tantos meses, tanto movimento e tanto peso? E os locais de onde serão recolhidas as pedras para a construção dos molhes e locais de atracação dos barcos, situam-se também na circunscrição do Município de Ilhéus? E os estudos de impacte ambiental, das Pedreiras, de onde se colectarão as matérias-primas para a construção do Porto Sul, já foram feitos e aprovados? E quem irá fazer a reparação das estradas por onde os camiões (carregados e vazios) irão passar? E o que dizer da poluição sonora, ambiental e outras (provocada pelos camiões durante o período da construção do porto) também já foi equacionada? E os Estaleiros ou Canteiros de Obras, bem como as instalações para os trabalhadores (cantinas, vestiários, locais de recreação e de descanso, posto de atendimento médico e outros, onde irão ficar? E os trabalhos e/ou trabalhadores “CLANDESTINOS”, também os haverá? E quem controla as sub-contratações? E os itens de segurança no trabalho, também estão previstos? Quem os controla?.
Muito mais haveria a perguntar e até nem sei se tudo foi perguntado, pois não me foi possível lá estar (tenho pena), daí aqui deixar algumas (poucas) questões que poderemos juntar a muitas mais que não lhes foram colocadas na referida Audição, ou se calhar até foram, mas de facto, queríamos ver quais as soluções (só para este item dos camiões das pedras e das estradas usadas por estes) apontadas pelos “Especialistas” do Projecto. Com as respostas… a quem de direito.