BLOG DO GUSMÃO

A TURMA QUE “PENSAVA COMO BAIANO”

As declarações impensadas do professor Marcos Peres, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da UESC, continuam repercutindo.

Num momento de fraqueza intelectual, no facebook, o educador teria comparado as mulheres baianas e nordestinas a um “chipanzé doido”, quando dançam ritmos típicos da boa terra.

Declarações como essa não são incomuns no departamento. Há cerca de dois anos, outro professor afirmou que uma determinada turma (de alunos) não evoluía, “pois pensava como baiano”.

O fato foi denunciado à direção do DFCH, mas nenhuma atitude foi tomada.

O docente preconceituoso teve sorte, pois suas palavras não tiveram ressonância na mídia. Já Marcos Peres!

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Respostas de 7

  1. E o gauchinho de Pelotas que soltou esta sandice foi aprovado no seu estágio probatório e agora tem toda corda na UESC.

  2. Se ele tivesse falado mal das funkeiras cariocas (e do resto do Brasil) que dançam praticamente igual, so mudando o ritmo, duvido que estaria essa polemica toda. Ninguem ia tocar no assunto, e iam todos rir e falar mal. Baiano adora isso… fala mal do resto do nordeste, quer ser maior que o sudeste, mas não admite em hipotese nenhuma que falem mal de si proprios.
    Não tenho nada contra quem goste do funk atual do Rio e dos pagodes baianos… mas nem macacos rebolam tanto.
    Pior que daqui a pouco vem alguem dizer que é coisa de cultura, coisa do povo e etc…

  3. O professor Marcos Peres errou feio!Deve ser processado pela Sociedade Protetora dos Animais. As pobres das chipanzés jamais dançariam em deleite para quem as chamassem de “cachorras”!…

  4. Pensar como bahiano, é pensar como Milton Santos, Ruy Barbosa, Jorge Amado,Elcimar Coutinho,Ivete Sangalo, Nelson Carneiro, Raul Seixas, Edvaldo Brito, Raul Seixas,os inúmeros escritores grapiunas, só para citar alguns,e tantos anônimos providos de ética e outras virtudes que dignificam o ser humano. A lista é interminável. Sem querer esse cidadão prestou uma grande homenagem aos bahianos.

  5. Fazer polêmica dá popularidade aos blogs, até aí tudo bem. Mas as pessoas precisam entender que o que se publica em um blog não é como em um jornal ou revista que tem conselho editorial e está sujeito ao código de ética jornalística. No caso da “matéria” acima, por exemplo, ela é completamente falsa: o professor não disse “pensava como baiano”, não disse que a classe “não evoluia” (esse preconceito pode reservar ao blogueiro) e também é falso que “nenhuma atitude foi tomada”. Por acaso o blogueiro entrevistou a direção do DFCH para apurar o caso? Não, nada disso. Apenas linchamento público. É fácil ver preconceito e fascismo nos outros, mas quando nós mesmos somos preconceituosos e fascistas, as coisas se complicam um pouco… Quem acha que tem razão ao criticar o preconceito com atitudes igualmente preconceituosas do tipo “só nós somos bons”, acaba de perdê-la e enverdar-se pelas sendas abertas por A. Hitler.

  6. Josué, as informações que divulgamos nos foram passadas por pessoas do departamento e alunos. Não divulgamos o nome do professor.
    O espaço está aberto para mais explicações.

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