Por Marcos Pennha
A festa da democracia! É assim que dizem a respeito do momento político eleitoral. Na campanha política, acontece de tudo: paredes ‘enfeitadas’ com a propaganda do concorrente ao pleito; carros de som tocando jingles; caminhadas, carreatas, passeatas, panfletagens. A cidade fica movimentada. Nas padarias, cafés, lanchonetes e bares, sempre há o bate papo descontraído em torno do tema eleição. Cada pessoa defendendo seus respectivos candidatos. Encontros dos postulantes ao cargo eletivo com as comunidades. É sem dúvida uma ocasião festiva!
É preciso, no entanto, que o povo esteja atento a tudo e a todos. Apesar do avanço na conscientização do voto, ainda que pequeno, há muita prática suja dos politiqueiros, mormente nas cidades de pequeno porte, ou nas grandes que pararam no tempo, nesse quesito. São cartazes rasgados pelos próprios correligionários, para incriminar os adversários. Materiais impressos contendo difamação, injúria e calúnia. Fofocas, disse-me-disses, plantação de boatos.
É incrível como continua a nefasta prática da compra de votos. As promessas de emprego na administração pública permanecem recorrentes. Os favores prestados por elementos da política são cobrados, muitas vezes, acreditem, de forma agressiva. Esses sujeitos aproveitam-se do alto grau de miséria do povo para satisfazer seus desejos inescrupulosos. Para eles, quanto mais o povo vivendo nas condições de miseráveis, melhor. O que querem é por a frente seus projetos pessoais, e não os da coletividade, como deve ser.
Tentativa de compra de voto, coação com o uso de influência do candidato e outras atrocidades do gênero são consideradas crime eleitoral. Ninguém é obrigado a fornecer os dados do título eleitoral. Quem solicitar essas informações está mal intencionado, e deve ser denunciado (Veja aqui: http://www.pre.prba.mpf.gov.br/pre-ba-1/como-denunciar )
A população não deve ficar inebriada com esse clima de “festa da democracia”. A campanha política eleitoral precisa ser aproveitada para a discussão dos temas de real importância.
O Instituto Nossa Ilhéus (*) lançou, em agosto desse ano, o sistema de indicadores da cidade (Confira aqui: http://www.esperancaconduru.org/2012/08/06/instituto-nossa-ilheus-lanca-sistema-de-indicadores/ ) São dados estarrecedores! Há muito que se fazer em todas as áreas, em especial às de saúde e educação.
O pretendente ao cargo público eletivo, seja executivo ou legislativo, deve estar preparado para enfrentar os múltiplos desafios. Candidatos despreparados, que gastam mundos e fundos na campanha, que cometem práticas ilícitas, não merecem ocupar o cargo que pleiteia.
O Nossa Ilhéus, habitualmente presente nos dias de sessão da Câmara Municipal, divulgou um relatório sobre a atuação dos vereadores (Veja aqui: https://blogdogusmao.com.br/2012/07/06/nossa-ilheus-divulga-relatorio-sobre-a-camara-de-vereadores-projetos-aprovados-tem-pouca-relevancia/ ) A constatação é de que os projetos aprovados são de pouca relevância.
(*) Instituto Nossa Ilhéus é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo dar suporte ao fortalecimento da cidadania na cidade de Ilhéus, incentivando a participação popular na vida pública e aumentando o controle social. Fica localizado na rua Eustáquio Bastos, 8º andar do edifício Kauffmann, fundo do Banco do Brasil, no centro da cidade. Fone: (73) 3086-5018
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