
Um dos principais nomes da antropologia brasileira e referência obrigatória da etnologia indígena, João Pacheco de Oliveira, desde que iniciou trabalhos de pesquisa junto ao povo ticuna, no Alto Solimões, há mais de 30 anos, nunca deixou de ter relações com a Amazônia e com o Amazonas em particular.
O engajamento junto com os movimentos sociais enquanto antropólogo é uma das principais marcas de sua longa trajetória acadêmica, cuja ação procura dar voz aos grupos excluídos, como indígenas, quilombolas e povos tradicionais.
Em visita ao Amazonas, João Pacheco de Oliveira recebeu o jornal A Crítica para uma entrevista onde falou sobre temas emergentes da pauta indígena (ou, para muita gente “pauta anti-indígena”), como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que propõe mudanças no processo de demarcação das terras indígenas, a portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU), que estabeleceu critérios de atuação nas terras indígenas (considerada pelos indígenas uma afronta aos seus direitos), as hidrelétricas na Amazônia e o que ele chama de “genocídio” do povo guarani-kaiwó, do Mato Grosso do Sul. Leia a entrevista.
Pergunta – Há uma crítica do movimento indígena e de seus aliados à gestão do governo Dilma em relação à política indigenista. O senhor partilha dessa avaliação?
Resposta – É importante lembrar que avanços existiram, mas há muitos problemas que precisam ser resolvidos. O que eu sinto hoje é que há pouca interlocução do ponto de vista do governo com as forças que representam o movimento indígena. Isso sempre existiu. Já chegou a funcionar com porta blindada, com índio não entrando, passando por revista e segurança, na época da ditadura militar. O que está faltando, então, é um cenário de interlocução. Clique aqui e leia a entrevista completa.









Respostas de 2
Total falta de respeito, não só com os professores, mas com os funcionários de outros setores também; pois todos tem compromissos com seus vencimentos.E o que impreciona, é que a justiça não ver essas coisas e só fica a sençassão de impunidade e de impotência. Essa cituação é vergonhosa, lamentável.
When someone writes an piece of writing he/she
maintains the thought of a user in his/her brain that how a user
can be aware of it. So that’s why this piece of writing is outstdanding. Thanks!