Por Marcos Pennha
O título nada tem a ver com GLBT. Digo também que não sou homo, nem tampouco homofóbico. As pessoas, às vezes, apresentam dificuldade de entender o que a gente fala ou escreve. Costumo analisar tudo que expressam a respeito de minhas observações publicadas.
Aproveito para agradecer a todos, inclusive àqueles que discordam de meus pontos de vista. Destaco o comentário elogioso de Maria Marta no artigo “A política e eu” (https://blogdogusmao.com.br/2013/05/27/a-politica-e-eu/ )
Confira:
“Parabéns Marcos Pennha!!
Só pra deixar registrada a minha admiração pela sua participação exemplar na construção desses novos tempos a que vc mesmo se refere, onde de maneira correta são cobrados os direitos e vc tem dado exemplo de como exercer os deveres de cidadania.
Valeu Marcos! Muito obrigada por tantas informações importantes e por sua análise tão acertada”.
Declaro, Maria Marta, que a nossa admiração é mútua. Algumas vezes, presenciei as lágrimas escorridas em tua face, por lutar tanto pela melhoria de vida dos humanos que viviam em condições desumanas no antigo lixão do Itariri. Você, juntamente com a tua companheira, identicamente lutadora servidora municipal efetiva, Emanuela Spínola, mais pessoas da sociedade civil e agentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), é muito importante para o desenvolvimento social da nossa cidade.
É duro trabalhar, exaustivamente, em prol da coletividade e se esbarrar em pequenos detalhes negligenciados por sujeitos políticos eleitos e/ ou nomeados, como já aconteceu. À duras penas, a luta não foi em vão. Hoje, existe a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis (COOLIMPA) de Ilhéus – Mais informações, contate o presidente da Associação de Moradores do bairro Hernani Sá, Odailson Aranha. Catadores, que, conforme sugere Maria do Socorro Mendonça, presidente do Instituto Nossa Ilhéus, devem ser chamados de educadores ambientais.
No artigo “50 tons de quarta-feira de cinza” (https://blogdogusmao.com.br/2013/06/04/50-tons-de-quarta-feira-de-cinza/ ), o leitor Deraldo Pitombo destacou:
“Desculpe-me Marcos, mas acho o seu chamamento “leio o meu artigo imperdível” um pouco presunçoso. Alem dos mais dos 50 referidos somente tem 12 parafraseados. Mas tudo bem. O estilo é interessante. A maior parte eu considero uma sátira com tons cinzentos de pasquim. Mas vejo uma denúncia realmente grave que merece uma apuração melhor. É a que se refere ao repasse da verba federal para a APAE. Isto é certo? Até ontem o repasse prometido pelo secretario ainda não foi feito? E qual a explicação de então? O que dizem os vereadores que voltaram da Prefeitura com a informação de que o repasse seria feito dentro de 48 horas após a visita que fizeram à Prefeitura (suspendendo os trabalhos da Câmara) em companhia a senhora Socorro? O que diz o vereador Gurita?”
Meu caro Pitombo, sinto-me na obrigação de esclarecer acerca de seu comentário. Certo que arte não se explica, contudo abrirei exceção. O título do artigo é uma paráfrase ao famoso livro erótico “50 tons de cinza”, da ex-executiva de TV e escritora inglesa E. L. James.
Daí, já se percebe que o meu desejo foi tão somente o de gozar. Peraí! Por isso que constato que, quando falo uma coisa, entendem outra. A intenção foi gozar com algumas personagens da vida real. Não confunda, até porque não sou o Christian Grey, personagem do livro. Quanto você, Pitombo, afirmar que eu só coloquei doze dos cinquenta, digo que, se eu botasse cinquenta, o pessoal ia gozar. Ops! Gozação com a minha cara, entenda, meu caro. Brincadeira à parte, note que falei “… O espaço aqui não é suficiente para mencionar os mais variados tons de cinza, que contribuem com a matização da maré preta em que nada boa parte do ilheense .. .”
Quanto a parte séria que você mencionou, esclareço que tudo que aqui relato é baseado em informações seguras. Tenho três aparelhos de rádio, além do celular com fone de ouvido, para ouvir os principais programas jornalísticos de emissoras AM, mais TV por assinatura, e fico plugado em sites e blogs nacional, estaduais e regionais, inclusive aqueles chapas 50 tons de branca. Também, mantenho contato pessoal com gente de toda área, de diversos lugares.
Especificamente o caso da APAE, relato:
* Quarta-feira, 15 de maio – Houve manifestação pacífica de alunos, professores, funcionários e diretoria da APAE, em frente ao Palácio Paranaguá, sede da prefeitura. No plenário da Câmara Municipal, algum vereador disse que soube que o secretário de Desenvolvimento Social, Jamil Ocké, declarou que o não repasse do convênio da prefeitura à APAE deveu-se à lentidão da escola em não apresentar a prestação de contas. A diretora da APAE, Socorro Pastor, no púlpito, disse que o secretário “faltou com a verdade”. Nesse mesmo dia, estiveram, no Palácio Paranaguá, Socorro, alguns vereadores, o secretário Jamil e o prefeito Jabes Ribeiro. Depois da audiência, com apresentação de toda documentação, ficou acertado que o pagamento seria feito nos próximos dias.
* Terça-feira, 28 de maio – O secretário Jamil Ocké falou que estava tudo certo e que o repasse seria feito em dois dias. Ele afirmou em entrevista ao radialista Gil Gomes, no programa matinal Alerta Geral, apresentado de segunda a sábado, na rádio Santa CruzAM 1090
* Quarta-feira, 29 de maio – Gil Gomes entrevistou Socorro Pastor, que explanou a situação dos professores e funcionários que passavam por privações como aluguel atrasado e água e luz cortadas, por falta de recebimento de salário, há 5 meses.
* Sábado, 1º de junho – O repasse ainda não tinha sido realizado. O secretário Jamil disse que o pagamento estaria disponível na conta da instituição, segunda-feira, dia 3 de junho – Veja reportagem no site Jornal Bahia Online, do jornalista Maurício Maron: http://www.jornalbahiaonline.com.br/noticia/22845/15_dias_depois_de_%C2%B4tudo_certinho%C2%B4apae_ainda_nao_recebeu_da_prefeitura . Nesse mesmo dia, 3 de junho, nada de dinheiro na conta. A informação foi passada pela diretora Socorro ao radialista Gil Gomes, no Alerta Geral.
* Terça-feira, 4 de junho, às 10h20 da manhã, foi publicada a sátira também sobre o assunto.
* Quarta-feira, 5 de junho, dia mundial do Meio Ambiente, ALELUIA!, o dinheiro estava na conta da APAE. O convênio foi liberado pela prefeitura. Graças a Deus, os professores e funcionários da valiosa APAE, enfim, puderam receber o seu dinheiro de direito.
Concluo dizendo que o nosso objetivo é, seja com toque de humor ou não, é ajudar a corrigir as distorções provocadas por agentes públicos eleitos pelo voto popular ou nomeados. Por isso que não me envergonho de convidar as pessoas para lerem meus escritos. As colocações dos artigos sozinhas não são suficientes para (re) colocar as boas ações nos trilhos do caminho correto. Aqui pode acontecer de o sujeito ficar vermelho, de vergonha, ou verde, de raiva. Para que isso não ocorra basta que não nos venham com atitudes de menino amarelo. Volto a lembrar de que ninguém me pauta. Os cromoterapeutas dizem que “preto é ausência de cor”. Não tenho cor partidária. Ainda segundo os especialistas, a cor branca representa a fusão de todas as cores. O que queremos é 50 milhões de tons de branca da paz.
# Participe do Observatório Social do Brasil (OSB) de Ilhéus. Contate o Instituto Nossa Ilhéus (INI), e se informe pelo (73) 3086 5018 http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br/
* Marcos Pennha atua como assessor de comunicação. É associado-fundador do Instituto Nossa Ilhéus (http://nossailheus.org.br/index.php ) e, acima de tudo, cidadão.
Leia outros artigos, aqui: https://blogdogusmao.com.br/category/marcos-pennha/
Contatos: [email protected]









Respostas de 4
Marcos, quatro tópicos:
1) A arte é uma exposição clara e não uma ferramenta de sugestão. 2) Acho as criticas mais estimulantes para o crescimento. Isto porque os elogios nos provoca uma sensação de dever cumprido e aprovado, já as criticas nos instiga a permanecer na busca de melhorias. Mas isto é óbvio é uma opinião pessoal não uma regra universal. 3)Meu interesse pelo caso da APAE é verdadeiro e pessoal. Fiquei sensibilizado com o depoimento da senhora Socorro dado na Câmara. Não entendi porque a situação tinha chegado aquele ponto. Com a volta dos vereadores à Câmara depois que a visita que fizeram ao prefeito, fiquei satisfeito com a informação sobre o pagamento dada na oportunidade. E fiquei intrigado porque isto não teria sido feito como tal foi prometido. E soube no mesmo dia que li sua postagem que o pagamento estaria sendo feito. 4)Todas as vezes que lê um texto meu que não for aplausos, e quiser questioná-lo esteja à vontade para fazer isto diretamente. Nem sempre da para ler todos os artigos que são publicados aqui na WEB. 5)Penso que quando nos sentimos capacitados para publicar nossas ideias e pareceres (principalmente quando são avaliações sobre outras pessoas) devemos estar preparados para ouvir e tratar contestações. 6)Muito obrigado por sua atenção expressa em “…contudo abrirei exceção”.Vou buscar te evitar novos esforços. Abraços.
Veja só nem Deus agrador a todos, porque seria vc?vai em frente vc e
dez…estou sem lendo…. gosto muito… parabéns….bjos no coração
* Obrigado, Vera Lucia, pelas palavras, pelos parabéns. Prazer em ter você como leitora de meus escritos.
* Meu caro Deraldo Pitombo, em primeiro lugar, desculpe-me se por acaso falei algo que não te agradou. Não passou por minha cabeça essa intenção, que considero desnecessária, improdutiva.
Digo que o meu objetivo foi esclarecer a respeito dos levantamentos de colocações feitos por ti. Fiz publicamente, porque tuas observações também as foram. Os esclarecimentos serviram também para outros leitores, que não se manifestaram.
Afirmei que arte não se explica, porque isso é convencionado, não por mim. O artista plástico não explica suas artes em tela, assim como o humorista não dá explicação das piadas. Até porque a arte não é para ser entendida, e sim contemplada. Ou o apreciador entende, ou fica sem entender, entendeu?
Considero alguns dos meus escritos como arte, porque os fatos verídicos são expostos com um toque de humor, que representa a pimenta na comida. A verdade é vista de outro ângulo, talvez de melhor visualização. No formato humorístico, a mente absorve melhor a mensagem. No entanto, é preciso conhecer o fato e ter sensibilidade para o entendimento.
Estou aberto para ouvir ou ler críticas, de preferência bem fundamentadas, a respeito dos meus posicionamentos, sejam pública ou pessoalmente. Concordo contigo, quando diz que o elogio produz uma sensação de dever cumprido no sujeito, muito embora, afirmo, esse mal não me afeta. A minha sede de conquistas é insaciável!
Saiba que tenho admiração por teu envolvimento, Pitombo, com as causas sociais, em especial às da NOSSA ILHÉUS. Peço que continue nessa caminhada, opinando e, principalmente, agindo.
Fortíssimo abraço
e bem mais SUCESSO!
Marcos Pennha
Marcos Penha. Não navego na WEB em busca do que me agrade. Navego em busca de coisas que me instigue a pesquisar e a aprender para melhor participar e contribuir com melhorias para o que e para quem amo. E vi na sua postagem uma oportunidade para isto. Também gosto do seu trabalho e me muito me apraz tê-lo como amigo. Acho que fechamos aqui. Convido-o a você agora para ir para o grupo O POVO NO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO para debatermos sobre o PACTO POR ILHÉUS que esta na pauta de hoje. Depois com mais vagar e em outro momento voltaremos a conversar sobre as diferenças de nossas visões sobre “exposição de artes”. Um abraço.