Por Mohammad Jamal
Venho me mantendo em prolongado e interminável estado de atenção e autocrítica. Não que eu esteja suspeitando-me de estar empreendendo escapes ou divagações ilusórias sobre a nossa real existencialidade político cidadã. É que, e já faz um bom tempo, sofri algumas observações de um conhecido, onde ele dizia semi confidencialmente, que eu me encontrava num momento em que deixava transparecer nos meus escritos um forte desencanto e desvirtuamento para com o nosso apocalíptico futuro político, mercê do olhar crítico claramente ruinoso e trágico, de como descrevo os prognósticos obscuros que nos aguardam e se nos apresentam funestos e sinistros em médio em curto prazo.
Sou mestre no querer entender e aprender; aí, vira e mexe lá me vêm redundantes as tais observações que me levaram a refletir criteriosa e analiticamente sobre os estágios políticos e sociológicos conturbados em que se encontram mergulhados nosso país e Ilhéus.
Sou assolado por dúvidas, mas, contraditoriamente, as minhas repetidas conclusões críticas se reencaixam sem uma contradição sequer àqueles resultados pré-existentes a que já havia anteriormente chegado a termo. Senão àquela que estamos como meros instrumentos às mãos, humores e vontades duma elite política utilitarista, quase escravagista, que nos possuem através o mesmo sistema ditatorial com que politizaram toda e qualquer ação do Estado. Uma relação de custo beneficia onde se prioriza primordialmente a classe dominante, seus projetos político pessoais, sua perpetuidade no poder, seu enriquecimento ilícito à revelia da Justiça e detrimento de toda a população. E isso me incomoda como uma farpa de madeira cravada ao cérebro. Detesto o servilismo, o entreguismo, a covardia que pesa sobre massas constrangidas e ignoradas à exaustão.
Não sou cético, muito menos um presunçoso pseudossapiente ou burro refratário, imune a conselhos e aprendizados. Racionalmente, também não sou dado ao desperdício do meu tempo para insipiências pueris, nem empresto ouvidos para observações em adágios vazios, tendenciosos ou aleivosias despropositadas, inócuos; etc.









Respostas de 2
sem comentários.
Como sempre, eximimo nas suas “artes descritivas” (relacionadas à escrita), embora um pouco longas (na minha óptica e sem qualquer desprimor),(quem sou eu para chegar a ter “tal ousadia”? E para classificar textos de outras pessoas. Nem estou cá para isso e nem sou suficientemente “tarimbado” para o fazer), com um vocabulário riquíssimo, apropriado e versátil, daí a “crítica”, penso que construtiva, (não seria preciso tanto “palavreado”, para descrever o que a Ditadura (eu diria melhor, a Democracia (deles, dos políticos)) anda a fazer no meio do Povo), é que a gente “dispersa-se”, cansamo-nos e não prestamos “muita atenção”, ao que o Dr. Jamal nos quer dizer com os seus títulos e apontamentos (para uns, de boa qualidade e interessantes (o meu caso), ao passo que e para outros, enfadonhos).
Termino, porque acho que quem está a ser enfadonho, sou eu próprio. Obrigado pela atenção.