Por Mohammad Jamal
Quando cheguei por aqui, ainda criança, enchia-me de espanto a barroca poesia arquitetônica e o bucolismo quase mítico que se esparramava por toda a cidade. Eu ficava extasiado! Tudo que eu via à minha volta me transmitia uma incrível sensação de êxtase. O mar com seu profundo azul lilás; as águas mornas intensamente salinas; as ruas; o casario em sua maioria ao estilo neoclássico europeu; suas calçadas limpas, sua pompa e circunstância, sua elegância! A gente daqui, em especial, das classes média e alta, era diferente daquela de onde vim! Pareciam e, eram de fato diferentes, porque se comportava com cordial refinamento e formalismo. Do ponto de vista da conduta social, a educação transparecia com mescla dos perfis parisiense e londrino. Havia, entretanto, não obstante a fleuma, uma implícita e consensual hierarquização entre as classes alta, média e a dos cidadãos que compunham a força de trabalho; todos conviviam pacífica e harmonicamente suas órbitas interdependentes entrelaçadas pelos interesses comuns de cada classe.
A fixação de moradia em Ilhéus se deu aos poucos. Costumávamos veranear todos os anos lá no Pontal. Depois, as férias escolares de inverno também passaram a ser usufruídas em Ilhéus. Era uma festa quando nos preparávamos para vir pra Ilhéus. Aí fomos ficando; atrasando-nos para o retorno, até meu pai finalmente decidir fixar nossa residência definitivamente por aqui, para o agrado da nossa família.









Uma resposta
verdade suas palavras reflete muito bem nossa cruel realidade pois um dia princesinha do sul agora a CRATERA DA BAHIA . volta ILHEUS por amor AO SEU POVO.