
Por Mário Magalhães/publicado ontem (26) no blog do autor
Mais dos que as querelas políticas, a relação de Marina e Luiz Inácio Lula, ela Silva, e ele da Silva, me comove nessa campanha eleitoral.
Imagino que não seja fácil nem para um nem para o outro.
Cada um batalha pelo seu – ela por si mesma, ele por Dilma. Mas não há como apagar o que viveram juntos.
Há semanas, desde uma mudança de mais de 80 caixas, eu reorganizo livros e arquivos.
Em meio à bagunça que vai sendo derrotada com persistência, dei com velhas reportagens sobre Marina.
Uma delas saiu no falecido “Jornal do Brasil”, edição de 30 de outubro de 1990.
Intitula-se “Deputada mais votada do Acre teve vida dura nos seringais”.
Ricardo Kotscho, um dos maiores repórteres brasileiros, assina o perfil.
Recém-eleita para a Assembleia Legislativa do seu Estado, a então petista Marina contou a Kotscho que sua filha Moara nascera em meio à campanha presidencial do ano anterior, quando Fernando Collor venceu Lula.
A mãe contou por que batizou a filha com um nome tão bonito: “Dei esse nome, que em tupi-guarani significa liberdade, em homenagem ao Lula. Viajei de teco-teco até o oitavo mês de gravidez para fazer a campanha dele”.
Tempo, tempo, tempo…
Mário Magalhães é jornalista e escritor. Escreveu a biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”.









Uma resposta
Depois a MOARA vai agradecer ao Lula por ter nascido em um Brasil mais justo, igualitário, com oportunidade de vida para os pobres. Com direito a saúde, escola, emprego, casa própria, carro novo, viagem de férias e viagem de avião, filhos cursando universidade, pobre fazendo especialização no exterior, etc., etc.