
Em ato liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nessa quinta-feira, 13, mais de vinte mil pessoas marcharam por avenidas centrais da capital paulista. A reforma política esteve entre as reivindicações principais dos manifestantes. Defendido no protesto, o fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais é um dos pontos mais conflitantes dessa pauta.
Coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos comparou o ato de ontem com aquele realizado por manifestantes que defendem um golpe militar contra o Governo Dilma. “Hoje temos aqui o povo brasileiro. Não é a meia dúzia de ‘playboyzinhos’ que ficou bravinha com a derrota do seu candidato. Aqui também queremos intervenção. Mas do povo nos rumos da política”, afirmou.
Segundo Boulos, só um plebiscito constituinte pode evitar que forças conservadoras do Congresso Nacional atrapalhem mudanças importantes no sistema político. “Na eleição se falou muito em mudança. Isso é com a reforma política. Mas o Congresso hoje é 90% formado por empresários, banqueiros e latifundiários. É ilusão acreditar que eles vão fazer a reforma, sendo financiados pela Friboi, pela Odebrecht”, declarou o coordenador do MTST.
Em tempo: uma dobradinha musical deu ritmo à marcha. Os manifestantes resolveram compor a trilha sonora do ato com músicas de Luiz Gonzaga e do grupo Racionais MC’s. A combinação não poderia ser mais significativa.
Com informações da Rede Brasil Atual.









Respostas de 2
Boulos, o autointitulado líder dos sem-teto, tornou-se o chefão da indústria de invasões de São Paulo, que está sob investigação do Ministério Público. Boa parte dos que compareceram ao evento são invasores de propriedades públicas e privadas que estão sob o controle do MTST. As pessoas são obrigadas a comparecer a atos assim porque ganham “pontos”. É… Existe até chamada! É preciso ser promovido na hierarquia da militância para se candidatar ao imóvel invadido.
Boulos opera hoje em parceria com a Prefeitura de São Paulo e com o governo federal. É um dos interlocutores do ministro Gilberto Carvalho. É com esses “movimentos” que o PT pretende intimidar os adversários e o Congresso para impor a sua reforma política. É a essa turma, que se comporta como tropa de choque, que o petismo pretende apelar se o seu governo for atropelado, como parece que será, pela leis.
Tirado do blog
* Reinaldo Azevedo