BLOG DO GUSMÃO

VIVALDO MENDONÇA RESPONDE SOBRE LIGAÇÃO COM LUIZ ARGÔLO

vivaldomendonça

Analisamos ontem (13) que a prisão do ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) prejudica politicamente o engenheiro agrônomo Vivaldo Mendonça, ex-diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) – veja aqui. Mendonça respondeu aos questionamentos da publicação. Confira abaixo.

“O processo de indicação para CAR seguiu a orientação do Governador Jaques Wagner que optou por um técnico, mesmo o processo seguindo a lógica da indicação encaminhada pelos partidos que compunham a base de sustentação do governo. Após a primeira fase de avaliação curricular, na qual foram indicados outros nomes, fui sabatinado pelo então Secretário de Relações Institucionais Cezár Lisboa, que já havia sido Diretor da CAr no primeiro ciclo do Governo, consolidando a minha indicação como o melhor quadro dentre os apresentados pelo PP.

Sou Engenheiro Agrônomo formado na UESC em 2005, e iniciei minha vida profissional atuando na assistência técnica e extensão rural na APA Itacaré Serra Grande. Em 2008 fui indicado pelo PSB para assumir a Gerência Técnica da ADAB (Agencia de Defesa Agropecuária da Bahia) tendo a minha primeira experiência no serviço público, retornei em 2009 para atuar na extensão rural com comunidades quilombolas em Itacaré coordenando a execução de ações com a Fundação Palmares e Ministério do Desenvolvimento Agrário, quando fui convidado a assumir a Secretaria Executiva da AMURC (Associação dos Municípios da Região Cacaueira), onde fui projetado pelo trabalho técnico de atuação com os prefeitos e demais grupamentos da sociedade civil regional. O desempenho na AMURC levou, após as eleições de 2010,  já em janeiro de 2011 que eu fosse indicado para assessorar o possível profissional que iria assumir a Direção da CAR, que teve sua indicação rejeitada pelo Governo por não cumprir o perfil técnico desejado, de forma que, apesar de ainda ter 29 anos, a diversidade de minha atuação profissional e experiência acadêmica, me credenciaram a  assumir a titularidade. 

Sempre atuei norteado pelas orientações de Governo e pautado na relação institucional com todo público que demandava as ofertas públicas que eu gerenciava. Os elementos que consubstanciam a relação de confiança que o Governo do Estado sempre depositou no trabalho desenvolvido pode ser mensurado no avanço da execução orçamentária da CAR aprovadas pelo gerenciamento central do governo, que se compararmos entre o orçamento inicial de 2011 que foi de 100 milhões de reais chegando ao final de 2014 num total de 598 milhões de reais, numa projeção de ampliação de mais de 500%, tendo suas ações sendo acompanhadas diretamente pelo então Governador Wagner e o então Secretário da Casa Civil e hoje Governador Rui Costa.

Nunca fiz opção por má-fé com a coisa pública, todas as minhas decisões administrativas foram respaldadas por pareceres técnicos e jurídicos, o erro nunca foi minha opção na gestão de recursos públicos e tomada de decisão. Tanto não representava a vinculação partidária que tornaram-se públicas as tentativas de viabilizar minha exoneração da função pelo Partido Progressista, parte deste processo capitaneado pelo então Secretário geral Jabes Ribeiro, que defendiam a tese de que eu tinha postura de governo, atendendo a todos, e não priorizava a relação partidária. 

As relações com o Deputado Luiz Argolo sempre foram pautadas na institucionalidade, no que tange ao trato das definições de investimentos nos municípios da Bahia. Lamento o desenrolar da Operação lava jato culminando com a prisão dele, sempre tivemos uma relação fraterna e pautada no respeito mútuo, e não farei pré-julgamentos acerca da investigação, uma vez que não tenho conhecimento dos autos, nem tampouco há decisão judicial conclusiva, a investigação deve prosseguir baseada na legislação vigente e certamente os resultados serão publicizados.

Durante o período à frente da CAR passamos por diversos processos de verificação de contas pelos órgãos de controle estaduais, federal e internacionais, uma vez que fomos auditados pelo Banco Mundial e FIDA, agentes financiadores das ações de inclusão socioprodutiva e combate à pobreza rural e urbana na Bahia. Sempre tratei com respeito e distinção a atuação dos ministérios públicos federal e estadual, lastreado no entendimento de que todo agente público não deve se furtar a disponibilizar informações para as estruturas legalmente constituídas para apuração das ações e contas públicas, de sorte, em última análise, de que nada deve intimidar o gestor público.

Sou responsável pelos meus atos e por minhas escolhas, e tenho clareza acerca das minhas ações e tomadas de decisão. É natural a abordagem jornalística acerca do assunto e não me furtarei ao debate.”

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Respostas de 2

  1. O sr Vivaldo não pode esconder o óbvio, ele
    foi indicado na cota do dep. Luis Argolo e
    era conhecido como homem da inteira
    confiança do parlamentar .
    O que acontecia entre eles só as investigações
    Poderão dizer.
    Corre a notícia que o deputado fará delação
    premiada o que assusta muita gente.

  2. Vivaldo é um rapaz competente, mas não pode negar que ele foi indicado por Luis Argolo. Isso não quer dizer que ele seja da mesma laia, mas negar seu padrinho não é decente. Todos no governo sabem que ele foi bancado por Argolo. É feio cuspir no prato que comeu.

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