
Moradores do bairro Pontal se reuniram com representantes da Prefeitura de Ilhéus nessa sexta-feira (8) e decidiram formalizar a reinauguração da Praça São João Batista com uma missa campal em ação de graças pela reforma do espaço. A cerimônia será simples e começará às 19 horas do dia 22 de maio.
Os pequenos empresários que atuarão nos novos boxes da praça receberão os espaços na mesma data. Thiago Garcia, que vende churrasquinho há anos no local, garantiu seu lugar – lembre aqui o impasse que ele viveu.
No dia seguinte, sábado 23, as atividades começarão cedo, com brincadeiras para as crianças e um torneio de futsal envolvendo equipes de vários bairros de Ilhéus.
A comunidade vai dar os nomes de antigos pescadores do bairro aos boxes da praça. A quadra será chamada de Waldeck Dias, em homenagem a China, servidor público e “boleiro das antigas ” que marcou seu nome no imaginário do futebol amador regional e faleceu no último dia 24 de dezembro.
Laudelino Mendonça, que viveu no bairro em meados do século XX, também será homenageado. O quiosque dos boxes terá seu nome. O comerciante foi um dos primeiros dessas bandas a se preocupar com a arborização das cidades. Plantou dezenas de árvores em todo o Pontal na década de 1950. Seu filho, José Rezende Mendonça, narra a passagem trágica de Laudelino na política de Ilhéus. A história está no livro “Pontal: entre o passado e o presente” (2014). Segundo Rezende, seu pai foi assassinado a mando de rivais políticos.
Um dos seis boxes será o depósito de material de limpeza dos comerciantes. Trata-se de uma exigência da Vigilância Sanitária para evitar que esse tipo de produto fique próximo dos alimentos comercializados. O órgão explica que panos de chão e outros objetos usados para limpar os espaços não podem ser lavados na mesma pia onde se lava ingredientes dos lanches vendidos. O rigor da fiscalização pretende transformar a área de alimentação da praça num exemplo para toda a cidade.
A reunião em espaço público proporcionou espontaneidade à conversa. Pessoas que estavam na praça se aproximaram para ouvir e trocar ideias, outras foram chamadas quando passavam por ali e aceitaram se juntar ao grupo. A discussão ganhou uma dinâmica democrática. A presidenta do Instituto Nossa Ilhéus, Socorro Mendonça, mediou o debate.

O governo participou disposto a ouvir, ciente dos seus tropeços na condução dos conflitos. O secretário de meio ambiente e urbanismo, Antonio Vieira, participou do encontro, algo que não havia feito até então. O titular da pasta de indústria e comércio, Roberto Garcia, disse que jamais tentou privilegiar pessoas em relação ao uso dos boxes da praça.
O comunicólogo Emílio Gusmão, editor deste blog, participou do debate e sugeriu que a prefeitura deve garantir que o espaço do material de limpeza não será entregue a um sexto concessionário, pois a própria Vigilância Sanitária, um órgão do município, exigiu que o um dos boxes deve ser usado para estocar produtos que não podem ter contato com alimentos.











Respostas de 7
Quero agradecer através deste espaço, ao meu amigo Emílio Gusmão, pela matéria e ao tempo se estender este agradecimento a todos que estiveram na reunião na praça São João Batista, e ratificaram a decisão de levar o nome de meu grande e saudoso pai, LAUDELINO REZENDE MENDONÇA,para ser homenageado com uma placa no quiosque comercial a ser inaugurado brevemente.
Para conhecimento com maior clareza, faço aqui uma pequena biografia do meu pai:
Laudelino Rezende Mendonça, Sergipano da cidade de Frei Paulo, nascido no dia 13/06/1925 (dia de Stº Antonio). Veio para Ilhéus em 1942, com apenas 17 anos, fugindo da seca e da 2ª guerra Mundial, medo que dominava minha avó, com seu filho caçula, numa batalha que não poderia voltar, pois já bastava o seu outro filho Hubaldino Rezende Mendonça, oficial do exercito no campo de batalha na Itália.
Desembarca de navio no porto de Ilhéus em pleno alvoroço de embarque de cacau. Aquele porto, aquele progresso deixou, aqueles imigrantes de Sergipe fascinados, numa terra promissora, pra quem fugiu do sertão sergipano.
Instalou-se num casebre na Rua da Frente, exatamente onde hoje em frente funciona a Barraca Larika. Ali uma quitanda para vender: farinha, banana, secos e molhados para os pescadores, os reais donos deste distrito/bairro.
Com os trocados que trouxeram puderam também comprar uma carroça. Enquanto minha avó, Josefa Vitalina Rezende Mendonça, negociava na quitanda com minha tia caçula, Noélia Mendonça, meu pai se virava, com sua carroça pelas ruas do Pontal, vendendo farinha e banana, de porta em porta.
O tempo passa e em 1948, com 23 anos conhece a viúva Maria Amélia dos Santos (Menininha) a que seria minha futura mãe.
Em agosto de 1957, o comerciante Laudelino Rezende Mendonça, resolveu arborizar o bairro do Pontal, e para isso solicitou autorização do prefeito da época, o Sr. Herval Soledade. Com a liberação, inicia-se o plantio das mudas de um lado e do outro das ruas: 13 de Maio, Hermínio Ramos, Coronel Pessoa e parte da “Rua da Frente” (Entre a Escola Barão de Macaúbas e o Tamarineiro), que eram as ruas mais movimentadas do bairro.
Os materiais botânicos escolhidos para arborização foram às plantas conhecidas por “Fícus” e “Oiti Mirim”. São árvores frondosas quando adultas, por isso de boa sombra, mas a primeira era muito sujeita ao ataque de uma praga popularmente conhecida como “Lacerdinha”, que é um inseto da família dos “Trips”. Estes insetos ao caírem nos olhos causavam uma ardência insuportável e por isso aos poucos foram sendo eliminadas pelos moradores, até o final da década de 60.
Da arborização do Pontal daquela época sobraram duas arvores esta que fica em frente ao Pontal Praia Hotel, onde a Baiana de Acarajé D. Cecília, vende seus quitutes nos sábados, domingos e feriados. Árvore com 56 anos de plantada por Laudelino Mendonça.
Laudelino Mendonça vivia entre sua padaria e armazém Santana, que foi a maior casa varejista e atacadista do Pontal, e a fazenda Cana Brava. no período de 1949 a 1959.
Nesse estabelecimento vendiam-se de agulhas a perfumes, era um verdadeiro “bazar”. Pra quem não foi da época, era o local onde se encontrava de tudo. Era o ponto de encontro de quase toda população do bairro, do mais humilde pescador aos advogados e médicos, além de suprir toda zona sul do município até o Acuípe, limite entre Ilhéus e Una.
Nos finais de semanas alternava com idas a sua principal fazenda a Cana Brava, esta mesma que se tornou um resort e pertence ao empresário Ednei do Espírito Santo, e Praia da Concha, onde ficava horas e horas, navegando naquela canoas de Calão. Era seu lazer preferido. Lá se misturava com os pescadores, que o tinha como um cidadão do bem. Lembro-me de tudo, como também meus embarques naquelas canoas e barra a fora, para num lance verem os pescadores com suas redes trazerem de volta para a praia, fartura de peixes.
Mas, a sua preocupação com o meio ambiente já aflorava naquela época, e foi em frente, e isto nove meses depois te custou a vida, com seus 33 anos e 10 filhos, todos nascidos nome Pontal pela parteira “Mãe Amada”. Era um homem simples, apesar da sua condição financeira, caridoso, alegre com a vida, e acima de tudo amado por quase todos os pontalenses, que o adotaram também como filho desta terra. Os pescadores são as maiores testemunhas de sua vida, pois seu tempo maior era ao lado destes bravos homens do mar.
Meus agradecimentos a todos em nome da nossa família.
José Rezende Mendonça.
Bem merecido esta homenagem a meu avô. Um homem simples que já tinha uma visão a frente do seu tempo. Tenho certeza a felicidade do meu pai com esta homenagem. A família humildemente agradece.
Jean Mendonça
Bela homenagem a meu avô. como dito, um comeciante que nos anos 50 foi um dos pioneiros a se preocupar com á arborização do Pontal. Plantou inumeras árvores. um homem simples e invenjável daquela época. Se a câmara aprovar, a felicidade de um homem e de sua familía agradece.
O PROJETO ARTESANATO SUSTENTÁVEL,dentro do projeto TOPA na ABPAGI tem como objetivos desenvolver trabalhos de capacitação e confeccionar de peças de artesanato nas comunidades de Ituberá junto Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI) com intuito de oferecer a melhor prestação de serviços aos artesãos e seus familiares. Entendemos que o projeto vai gerar na comunidade uma fonte de renda com a produção de artesanato e, muitos dos alunos poderão dedicar-se à profissão de artesão; os resultados surgirão a médio e longo prazo, além da multiplicação dos artesãos.
Parabéns aos pontalense que se dão respeito e impõe respeito não aceitando ser manipulados. Parabéns a família MENDONÇA, pois, contribui e muito por muitos anos para que nossa cidade tenha de fato uma sociedade cidadã. Parabéns ao grande guerreiro nosso querido Abobreira pelo afinco ao lado de José Rezende, com muito amor e carinho lutam e se doam por uma Ilhéus melhor, em especial o Pontal. Parabéns ao comunicólogo Emílio Gusmão, editor deste blog, pela contribuição na sugestão e na narrativa e cobertura de todos fatos sobre o assunto e outros em nossa cidade, sempre buscando mostra os fato como ele é, dignificando a imprensa ilheense e regional. Se a gestão fizer a parte deles, com seriedade daqui pra frente, quem sabe, teremos sucesso nas próximas empreitadas. Apenas uma sociedade critica, participativa e cidadã deixará legado aos filhos e netos. Ilhéus, ainda está muito longe disso, mas, quem sabe, o exemplo dos sobre essa praça, pode ser um ponto de partida e assim teremos um presente honrado com um futuro brilhante!
Parabéns a todos que lutaram para que esse sonho tornasse realidade e para que a politicagem não prevalecesse sobre essa obra tão sonhada por todos pontalensses. O PLACAR FICOU EM : POLITICAGEM 0X10 POpULAÇÃO.
“Que o amor e a justiça prevaleça sobre a terra vitaliciamente”
Consegui vê o belo projeto depois de pronto, fiquei pensando sobre essa praça de alimentação sem cobertura para os clientes na hora de pedir o lanche…Os comerciantes junto com arquiteta poderia se pensar em algo como Larika Lanches fez na orla…ficaria bonito e os cliente não ia pegar chuva…
Todo o coletivo estão de parabéns…..