
O Partido Socialismo e Liberdade divulgou ontem (2) uma nota pública contra a aceitação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). O PSOL tratou o movimento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, como um ato de chantagem para a bancada do PT livrá-lo da cassação. Leia a íntegra.
POSIÇÃO DO PSOL SOBRE O PROCESSO DE IMPEACHMENT
A aceitação do processo de impeachment por Eduardo Cunha é mais uma demonstração da deterioração da política brasileira.
Acuado pela possibilidade de ser cassado, Cunha passou a semana chantageando o PT para que este votasse pelo arquivamento da denuncia feita pelo PSOL.
Esta chantagem não contava com a repercussão na opinião pública. Ao decidir votar contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara, este deu o troco e autorizou processo de impeachment.
O PSOL faz oposição de esquerda ao governo Dilma, combate seu pacote de ajuste fiscal nas ruas e no parlamento. Da mesma forma, temos defendido rigorosa apuração de toda corrupção no Brasil, com o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais.
No entanto, concordar com o impeachment é reforçar a estratégia da direita de acelerar o ajuste e a pauta conservadora.
Os trabalhadores foram enganados por Dilma, mas ela foi eleita. Entregar o governo pra direita é acelerar processo de perda de direitos.
Nosso Diretório Nacional de amanhã e nosso quinto Congresso Nacional no final de semana deve reafirmar nossa trajetória de coerência. Não ajudaremos Cunha e a direita se fortalecerem, ao mesmo tempo em que aprofundaremos nosso apoio às mobilizações contra o ajuste e o retrocesso.
Luiz Araújo Presidente do PSOL









Uma resposta
Bastante coerente a posição do PSOL.
Como eleitor do PSOL nas duas últimas eleições presidenciais, fico feluz que o partido mantenha a coerência.