
O direito de ir e vir é muitas vezes negado aos portadores de deficiências físicas. As relações dessas pessoas com a cidade são condicionadas por dificuldades específicas que exigem adaptações do espaço público.
Por exemplo, a rampa de acesso para cadeirantes pode ser vista como um recurso que a sociedade adotou para promover a cidadania. Por isso, quando um motorista a bloqueia com seu carro, essa infração não ofende apenas o direito de determinado cadeirante, ela também atenta contra um projeto democrático de civilidade.
Esse tipo de atentado contra a cidadania é frequente em Ilhéus, como revela o desabafo de uma cadeirante. Ontem (4), no centro, Senhora de Assunpção estava em frente às Lojas Americanas. Tentava atravessar a rua, mas um carro estacionado diante da rampa bloqueava sua passagem. Ouça.









