José Roberto Marinho, Michel e um fã. Imagem: UOL.
Por Thiago Dias
No Brasil os meios de comunicação tradicionais estão na vanguarda do discurso neoliberal. Não são veículos a serviço de políticos neoliberais, são os próprios partidos dessa forma de conceber os papéis do Estado contemporâneo.
O jornal da família Marinho, O Globo, reforçou essa postura num editorial publicado nesse domingo (24). Segundo o título, “crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”.
A lógica do jornal é a seguinte: o Estado não pode aumentar impostos, portanto, é obrigado a cortar gastos. Quais? As despesas com o ensino público. Por quê? A maioria dos estudantes pode pagar, e os pobres teriam bolsas.
O jornal não cita que o Brasil até hoje não sobretaxa grandes fortunas, como ordenado pela Constituição Federal de 1988. Sem ela, os pobres pagam proporcionalmente muito mais impostos que os ricos, pois os tributos brasileiros incidem mais sobre o consumo do que a renda.
Tampouco menciona que o grande ralo dos recursos públicos é a amortização da dívida pública. Como a taxa básica de juros do Brasil é alta para agradar rentistas, só em 2014 o Estado desembolsou R$ 978 bilhões com juros. Confira aqui. Parece que diminuir esse tipo de despesa não é um caminho viável para a lógica rentista de O Globo.
“Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil”, escreveu O Globo. Leia a íntegra.
Trata-se de um recado direto para Michel, o mordomo interino dazelite.
Thiago Dias é graduado em comunicação social pela UESC.
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Demorô…. a grande parcela dos estudantes das melhores faculdades publicas e que ocupam os melhores cursos são pessoas que tiveram seus estudos em colégios privados,por que não assim nas universidades?? Concordo!!
É de um retrocesso inimaginável e com uma desculpa das mais estapafúrdias. As universidades públicas representam, na minha opinião, o mais fino investimento desse país na educação de qualidade e no já atrasado desenvolvimento da Ciência no Brasil. Cobrar por esta educação e conceder bolsas para os menos endinheirados é o mesmo que criar um mecanismo de controle para o acesso destas universidades e centros de excelência, mantê-los novamente como privilégios dos mais abastados.
Prezados/ prezadas… Marcos destaca um ponto chave da questão. Não nos enganemos: o fato de haver bolsas para quem não pode pagar não garante a presença massiva dos mais pobres nessa universidade pública paga. Tais bolsas, por uma lógica de mercado, servirão apenas àqueles que, apesar de não fazerem parte de uma elite financeira, sim, o farão de uma intelectual (ou desportiva). Ou seja, o pobre que não pôde receber um bom ensino básico (porque não há um verdadeiro e universal investimento nesse nível) e que não se destacar por si só, não será competitivo e continuará fora das melhores universidades, as públicas, a partir dessa ação “inovadora”. Terá que se contentar, de novo, com as faculdades particulares de menos destaque. Não só nada mudará neste sentido, como ainda piorará. E, resgatando uma afirmação do próprio O Globo, de fato isso já ocorre em “países desenvolvidos”. Nos EUA, por exemplo, pobres somente vão para as melhores universidades se são destaque em seu ensino médio (desportistas, músicos, cientistas, escritores). O que há de socialmente justo nisso? E todos os potenciais abandonados porque não tiveram chance de serem despertados? Na universidade, talvez o fossem. Mas jamais (ou dificilmente) receberão as tais bolsas, não é?!?
A grande invenção da mídia para descaracterizar o que temos ainda de positivo no Brasil é atacar o ensino superior gratuito. É uma grande mentira que só ricos conseguem entrar no ensino superior gratuito, como se a única universidade gratuita fosse a USP. As federais estão cheias de pessoas mais pobres, além de universidades e faculdades estaduais. Na verdade o que precisa ser extinto são esses jornais e revistas como organizações Globo, Folha, Veja, Estadão etc. isso sim é o verdadeiro padrão de atraso no Brasil, enquanto essa mídia amaldiçoada existir o Brasil está condenado a ser um quintal para EUA os plantarem “bananas” manipuladas.
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Demorô…. a grande parcela dos estudantes das melhores faculdades publicas e que ocupam os melhores cursos são pessoas que tiveram seus estudos em colégios privados,por que não assim nas universidades?? Concordo!!
É de um retrocesso inimaginável e com uma desculpa das mais estapafúrdias. As universidades públicas representam, na minha opinião, o mais fino investimento desse país na educação de qualidade e no já atrasado desenvolvimento da Ciência no Brasil. Cobrar por esta educação e conceder bolsas para os menos endinheirados é o mesmo que criar um mecanismo de controle para o acesso destas universidades e centros de excelência, mantê-los novamente como privilégios dos mais abastados.
Prezados/ prezadas… Marcos destaca um ponto chave da questão. Não nos enganemos: o fato de haver bolsas para quem não pode pagar não garante a presença massiva dos mais pobres nessa universidade pública paga. Tais bolsas, por uma lógica de mercado, servirão apenas àqueles que, apesar de não fazerem parte de uma elite financeira, sim, o farão de uma intelectual (ou desportiva). Ou seja, o pobre que não pôde receber um bom ensino básico (porque não há um verdadeiro e universal investimento nesse nível) e que não se destacar por si só, não será competitivo e continuará fora das melhores universidades, as públicas, a partir dessa ação “inovadora”. Terá que se contentar, de novo, com as faculdades particulares de menos destaque. Não só nada mudará neste sentido, como ainda piorará. E, resgatando uma afirmação do próprio O Globo, de fato isso já ocorre em “países desenvolvidos”. Nos EUA, por exemplo, pobres somente vão para as melhores universidades se são destaque em seu ensino médio (desportistas, músicos, cientistas, escritores). O que há de socialmente justo nisso? E todos os potenciais abandonados porque não tiveram chance de serem despertados? Na universidade, talvez o fossem. Mas jamais (ou dificilmente) receberão as tais bolsas, não é?!?
A grande invenção da mídia para descaracterizar o que temos ainda de positivo no Brasil é atacar o ensino superior gratuito. É uma grande mentira que só ricos conseguem entrar no ensino superior gratuito, como se a única universidade gratuita fosse a USP. As federais estão cheias de pessoas mais pobres, além de universidades e faculdades estaduais. Na verdade o que precisa ser extinto são esses jornais e revistas como organizações Globo, Folha, Veja, Estadão etc. isso sim é o verdadeiro padrão de atraso no Brasil, enquanto essa mídia amaldiçoada existir o Brasil está condenado a ser um quintal para EUA os plantarem “bananas” manipuladas.