
Na sexta-feira (28), a Associação dos Docentes da UESC divulgou carta para manifestar apoio à ocupação da UESC. Segundo os professores, o movimento estudantil é legítimo, porque se opõe à “onda de ataques antidemocráticos” do governo Temer.
De acordo com os professores, o “ponto de inflexão” desses ataques é a PEC 55, antiga PEC 241, já que o projeto propõe o congelamento das despesas com os serviços públicos de saúde, educação e outras áreas. Com isso, o governo “pretende ao longo de 20 anos destruir a base social do Estado Brasileiro”.
Leia a íntegra.
Carta aberta à comunidade acadêmica
A diretoria da ADUSC vem a público declarar sua aprovação, reconhecimento e solidariedade à luta dos estudantes da UESC na decisão de ocupar a universidade em 24 de outubro de 2016. Ato decidido em assembleia da categoria que faz eco ao movimento de resistência estudantil à PEC 241 que levou à ocupação, até 26/10/2016, de 1.154 escolas, institutos e universidades estaduais, federais e municipais da Educação Pública, em 21 Estados e DF. Desdobra iniciativa de ocupação tomada pelos estudantes secundaristas dos mais de 90 Institutos Federais (IFBA Ilhéus e outros), da UESB, UNEB, UEFS, UFRB, UFBA, UFOB (Barreiras, Santa Maria da Vitória e Barra), UFSB (onde os professores entraram em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, 31.10).
A luta do movimento estudantil é a luta do movimento docente em defesa da Educação Pública ameaçada, como o conjunto dos serviços sociais básicos, pela onda de ataques antidemocráticos, que tem na PEC 55 (antiga PEC 241) seu ponto de inflexão, uma vez que a “PEC do fim do mundo”, pretende ao longo de 20 anos destruir a base social do Estado Brasileiro, principalmente os investimentos em saúde e educação.









