
Por José Henrique Abobreira
O seu pai, Marcolino Bernardino Sena, veio das bandas da Costa do Sauípe. Trazido por João de Góes, tomava conta da fazenda Aldeia Velha. Dividia o tempo vago entre a pescaria no mar e no mangue atrás da fazenda. Aquela área hoje é ocupada por condomínios residenciais, hotéis e pousadas, tendo ao fundo o bairro Nossa Senhora das Vitórias, na zona sul de Ilhéus.
Marcolino instalou a família na rua do Sauípe. O local recebeu esse nome dos pescadores vindos do distrito litorâneo do município baiano de Mata de São João. Ali, teve treze filhos. Jerônimo, o caçula da extensa prole, seguiu a inclinação dos sauipenses. Foi marujo de todas as embarcações e calados. Do calão de lance de rede na praia da Concha à pesca do salgueiro em alto mar. Trabalhou em alvarengas e nos convés dos rebocadores que puxavam as chatas carregadas de cacau em direção aos enormes cargueiros russos, americanos, escandinavos e poloneses ancorados em mar aberto. Muitas vezes, a barra do Pontal não permitia a entrada desses gigantes dos mares no velho porto na foz do rio Cachoeira.










