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NAZAL COMEMORA 61 ANOS E REVELA DESAFIO DO GOVERNO

Vice-prefeito José Nazal.
Vice-prefeito José Nazal.

A população de Ilhéus se acostumou a ver a cidade pelos olhos de José Nazal Pacheco Soub. Desde 1991, ele registra imagens aéreas da terra que conhece como poucos. No ano passado, durante a campanha em que foi eleito vice-prefeito, embrenhou-se pelos quatro cantos do município ao lado do companheiro de chapa, o agora prefeito Mário Alexandre (PSD). Nesta quarta-feira (25), dia do seu aniversário de 61 anos, Nazal conversou com o Blog do Gusmão sobre um dos desafios a que o novo governo se propõe, o de estimular a participação efetiva dos munícipes nas decisões políticas.

O membro da Rede Sustentabilidade sabe que os conselhos municipais são importantes para inserir as comunidades nos debates públicos. “Vou lutar para que os conselhos sejam respeitados. Tenho certeza de que todo o governo vem nessa linha. Você tem que dar condições [de funcionamento], mas, mais importante que isso é não aparelhar o conselho como instrumento do governo nem como um feroz adversário”, ponderou Nazal.

O fortalecimento da cultura democrática, explicou o vice-prefeito, também passa pelo sentimento de responsabilidade coletiva. “Devemos fazer com que as pessoas se sintam responsáveis pela cidade. Todos somos. Ainda que se discorde de opiniões, é preciso ter esse ambiente de governança. O bom senso deve mostrar o que é melhor. Pode errar? Pode, mas, se você discute com amplitude, erra menos porque ouve mais”.

Na opinião do vice-prefeito, o estímulo da democracia participativa e seu efeitos não são visíveis a curto prazo. “Tem coisas que não aparecem. Por exemplo: você fazer com que as pessoas participem das decisões públicas, da construção do PPA [Plano Plurianual], da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], da Lei de Orçamento Anual e da avaliação de obras. Isso é um legado que não se mede e não se percebe na hora”.

Fotos de Nazal mostram parte da zona sul em 2007 e dez anos depois. Ilhéus acostumou-se a se ver pelos olhos dele.
Fotos de Nazal mostram parte da zona sul em 2007 e dez anos depois. A população ilheense se acostumou a ver a cidade mudar pelos olhos do vice-prefeito. Clique na montagem para ampliá-la

Para Nazal, que também é secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, a participação política deve ir muito além do interesse pessoal.  “Ilhéus não tem planos de mobilidade, de saneamento nem de habitação, e o plano gestor está vencido. Quando tem o plano, as pessoas não respeitam o que foi pensado e discutido coletivamente. E a população não cobra isso. A maior cobrança que tem aqui é de coisa pessoal. São raros os casos de pessoas que buscam uma coisa para a comunidade. Essa cultura precisa mudar. Se conseguirmos fazer com que as pessoas entendam isso, vai valer a pena. A gente sabe que não vai resolver tudo, mas mostrar que pode ser diferente é o grande desafio”.

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