
A promotora da Justiça Maria Amélia Sampaio Góes, do Ministério Público do Estado da Bahia, afirmou que a demolição do Colégio Estadual Padre Luiz Palmeira pode atrasar a construção da nova ponte de Ilhéus. Ela falou a respeito do assunto nessa quarta-feira (25), ao comentar uma publicação do ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira no Facebook.
“Precisamos retocar, com qualidade, os alunos da escola Paulo Américo sob pena de atrasar a construção da ponte, pois a escola não pode ser demolida sem a construção de outra, com qualidade e localização adequadas!”, escreveu a promotora, antes de corrigir o nome do colégio no comentário seguinte.

O colégio fica em frente à Universidade Livre do Mar e da Mata (Maramata), na Nova Brasília, comunidade do bairro Pontal. Conforme o projeto da obra, a escola ocupa o local que receberá as pistas de acesso à ponte.
Na última terça-feira (24), em resposta à matéria d’O Tabuleiro, o governo estadual disse que o terreno do colégio foi desapropriado e “está assegurado o atendimento a todos os estudantes de Ilhéus nas escolas públicas”. Os funcionários e professores do Luiz Palmeira também serão realocados.
Desde junho de 2013, pelo menos, o governo estadual sabia que tem um colégio no caminho da ponte. A comunidade escolar, no entanto, só teve certeza sobre a demolição total na última terça-feira. Quando visitaram a escola pela primeira vez, há mais de três anos e meio, técnicos envolvidos com a obra da ponte mediram o espaço e deram a entender que apenas parte da unidade seria demolida –lembre aqui.
O Governo da Bahia tende a enfrentar desgaste político por não ter discutido os impactos do projeto de forma ampla e antecipada.
Em tempo: José Henrique Abobreira é entusiasta da ideia de transformar o antigo Clube Social do Pontal numa escola para os estudantes do Colégio Padre Luiz Palmeira. “Além de revitalizar o espaço histórico com um projeto em benefício da comunidade, isso manteria os alunos no mesmo bairro”, argumentou o ativista.








