
No último dia 30, ao fundamentar a decisão que mantém presos três dos oito denunciados da Operação Citrus, a juíza Emanuele Vita Leite Armede afirmou que a liberdade deles poderia oferecer risco à sociedade e ao processo penal em curso.
Conforme o argumento da magistrada, fora do presídio Ariston Cardoso os acusados poderiam destruir provas e influenciar depoimentos de outras pessoas. Também estariam sujeitos a repetir os supostos crimes que lhes são imputados pelo Ministério Público do Estado da Bahia.
“A decretação da prisão preventiva, conquanto seja medida extrema, mostra-se plenamente justificada nos autos, tendo em vista a gravidade concreta das condutas imputadas aos investigados, para garantir a aplicação da lei penal, bem como garantir a colheita da prova na instrução livre de interferências dos investigados”, escreveu.
Para enfatizar o seu entendimento, usou uma expressão em latim: “periculum libertatis”, “considerando a combinação de poder político, movimentação de contas e recursos financeiros e manipulação de depoimentos“.
Este blog teve acesso à decisão por meio do Jornal do Radialista, que a publicou em primeira mão – acesse aqui.
É importante lembrar que, apesar da interpretação da magistrada nessa fase do processo e da acusação do MP, o julgamento do mérito do caso ainda não aconteceu. Ou seja, a Operação Citrus não produziu condenados. No fim, os oito réus poderão ser inocentados. E é possível que a Justiça entenda que não ocorreu crime algum, após avaliar todas as provas e argumentos de acusação e de defesa.
Não conseguimos manter contato por telefone com os advogados que defendem o empresário Enoch Andrade, o vereador Jamil Ocké (PP) e o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão. Este espaço está aberto caso queiram se manifestar em nome dos clientes.










Respostas de 2
Está certíssima a magistrada,a população espera pela prisão dos outros envolvidos.
Se a JUSTIÇA entender que não houve crime algum, a própria JUSTICA estará se desmoralizando, tudo isto que houve passará a ser um espetáculo de CIRCO e todos nós seremos(como sempre) os verdadeiros PALHAÇOS