Por Caio Pinheiro.
Perplexidade, passividade e medo, são três das inúmeras adjetivações passíveis de qualificar o comportamento da sociedade brasileira frente os descalabros do governo Temer. Embora seja fácil ouvir gritos de indignação vindos dos mais variados setores da sociedade, é complexo entender por que essas vozes indignadas não se transfiguram em ações efetivas no campo da luta política.
Acometidas por uma espécie de “encefalopatia política”, frações expressivas da classe média vociferam discursos de ódio ritmados pela batuta midiática. Fingem não ver o agigantamento das iniquidades sociais; como se o fato do Brasil voltar a integrar o mapa da fome não fosse uma questão de nação, mas, sim, de CLASSE social.
Sobram provas do ataque criminoso ao estado democrático de direito. Corporações do poder judiciário instrumentalizam normas excepcionais em nome do justiçamento e não da justiça. Por mais que atenda aos nossos anseios por justiça, é um equívoco aplaudirmos a conduta parcial de procuradores e juízes, pois, amanhã, qualquer um de nós poderá ser vítima do justiçamento sem ter a quem recorrer. É a velha máxima: o judiciário fiscaliza a sociedade, mas quem fiscaliza o judiciário?









Uma resposta
Pera, lembro de um presidente com 88% de aprovação que era a promessa de um país mais justo, que era tão poderoso e amado que transformou em presidente alguém que sequer havia concorrido antes. Quem era a classe média então? Monstros apáticos ou nossos constituintes? Quem está foi à favor do golpe de 64? Do de 32? Quem era a favor da reabertura em 74? E das diretas em 80? Engraçado que a resposta é sempre a mesma em todos os casos: a maldita classe média. Esse termo é a armadilha perfeita para brincar de Che em grupo de zap ou post de Facebook. Antes era burguesia, mas acho que ficou fora de moda. O que a gente chama de esquerda hoje, ainda não fez mea culpa, não excomungou seus ratos e cobra radicalização da classe média, esse poço de reacionários, que eram nossos constituintes até ontem. Ah, mas vamos derrubar seu vice de dois pleitos porque se ele sair o país se resolve em cinco….quatro…