Por Wilson Gomes.
Ter como um dos candidatos presidenciais mais fortes hoje no Brasil um fã de torturadores e um apaixonado pela ditadura militar é comparável a ter um adorador de Hitler e apreciador do nazismo como favorito a chanceler da Alemanha.* Bolsonaro e os bolsonaristas não são só um insulto à esquerda, como eles gostam de imaginar, assim como um hitlerista e os neonazistas não seriam apenas uma ofensa aos judeus. São um ultraje à democracia, aos valores liberais, ao Humanismo.
Na Alemanha, entretanto, não há qualquer candidato neonazista, revisionista e negador do Holocausto com possibilidade de ganhar uma eleição, enquanto no Brasil o nosso principal revisionista histórico e neo-militarista é chamado de mito e lacrador, carregado nos braços pelas multidões e considerado por pessoas jovens e educadas como o novo Messias da política brasileira.
Bolsonaro é uma excrescência política, sim, mas é só mais uma das que se encontram em toda parte. O bolsonarismo, contudo, é fenômeno singular e um sintoma inquietante de como evoluímos tão pouco como humanidade neste nosso país. Bolsonaro me desgosta e nada mais; o bolsonarismo, por sua vez, me envergonha como brasileiro e como ser humano.
Wilson Gomes é professor da Faculdade de Comunicação da UFBA.
*Comentário publicado no Facebook.










Respostas de 6
Concordo com vc sobre a sua posição sobre Bolsonaro , agora gostaria de ouvir sua posição sobre as ações corruptas de Lula e do PT.
Fico impressionado como alguém é capaz de criar um texto mentiroso como esse. Prove o que você esta dizendo aí.
E se está envergonhado com brasileiro, vai morar em Cuba ou na Venezuela, lá os “presidentes” te encherão do orgulho.
Os esquerdistas criticam Bolsonaro e admiram ditadores como Fidel que mandou fuzilar mais de 100.000. A “ditadura brasileira” perde feio para a cubana.
DE UMA COISA ELE TEM CETEZA, BOLSONARO É O CANDIDATO MAIS FORTE E GANHARA AINDA NO PRIMEIRO TURNO PARA TRISTEZA DA ESQUERDA.
Vai pra cuba.
Admira-me um professor de comunicações falar tanta asneira em um artigo! Temos que passar informações corretas e fundamentadas, e não um mesclagem histórica ocorrida na Segunda Grande Guerra com a situação política do Brasil. O comunicador tem a obrigação de passar as informações corretas e fidedignas a fim de que os eleitores tirem as próprias conclusões e votem consciente. O mesmo autor poderia escrever outro artigo retratando-se e, quiçá, comentar sobre a influência do “Instituto Lula” na corrupção política do Brasil, ou explanar sobre os privilégios que o ex-presidente Lula, atualmente preso, mantém por ter sido presidente. Benefícios que estão sendo revogado devido a uma ação popular.