
Por Thiago Dias.
O Colo-Colo lutou até a última rodada por uma vaga na final da Série B do Campeonato Baiano 2018. Não deu. Apesar da goleada aplicada no Galícia, sábado (12), em Salvador, o empate entre Atlético de Alagoinhas e PFC Cajazeiras eliminou a equipe ilheense.
A eliminação frustra, certamente, porque avançar no campeonato é sempre o objetivo de qualquer time. Nesse caso, a frustração deve ser maior porque o Tigre chegou muito perto da final da Série B.
A derrota é dolorida, mas, a campanha de recuperação do Colo-Colo alenta. Como bom felino, o Tigre caiu de pé.
É um sinal de que o time pode chegar mais forte nas próximas competições, caso o trabalho em andamento persista no caminho da ascensão.
Manter a trajetória ascendente é o desafio da Adilis, empresa que assumiu a gestão do clube em 2017. Há outros desafios importantes, como o pagamento das dívidas trabalhistas do Tigre.
Para manter a curva ascendente em campo e reestruturar-se financeiramente, o Colo-Colo tem um trunfo: a sua torcida. Mais uma vez, quando o Tigre mais precisou, os torcedores corresponderam. Esse é um “ativo” valioso para lidar com os desafios dentro e fora dos gramados.
Uma gestão confiável e eficiente pode atrair bons patrocinadores. Ilhéus tem mais de 180 mil habitantes e é uma cidade relativamente conhecida no país. Esses são fatores favoráveis ao crescimento do Colo-Colo, num plano a médio e longo prazo.
Uma administração pode inspirar confiança sendo a mais transparente possível. Terminada a Série B para o Colo-Colo, talvez seja o momento adequado para um novo encontro coletivo entre a gestão do clube e a imprensa, para que o clube tenha a oportunidade de apresentar o desenvolvimento do trabalho feito até aqui.
Thiago Dias é repórter e articulista do Blog do Gusmão desde 2013.








