As alterações no trânsito do Malhado

Por Julio Gomes.

Nestes últimos meses Ilhéus passou a conviver com grandes alterações no tráfego de veículos, e até de pedestres, nas avenidas ACM (Antônio Carlos Magalhães) e na antiga Av. Litorânea Norte, atual Av. Luís Eduardo Magalhães, e em vias circunvizinhas a estas.

As alterações incluíram a tão desejada e polêmica colocação de ciclofaixas (isso mesmo, ciclofaixas), pois embora o povo as chame de ciclovias, estas últimas existem quando há uma via somente para ciclistas, com separação física para não haver acesso de nenhum outro veículo. Quando se pinta uma faixa exclusiva para ciclistas no leito da rua principal, a denominação correta é ciclofaixa.

Também foram implantados novos abrigos em alguns pontos de ônibus, mudaram radicalmente os locais para estacionamento de veículos na Av. ACM e na Av. Luís Eduardo Magalhães e o tráfego passou a ser em mão única, tanto para ir do Centro para a Zona Norte (Pela Av. Luís Eduardo), como para retornar de lá para o Centro da cidade (pela Av. ACM), além de outras alterações acessórias a estas.

As alterações são significativas, ousadas, e apontam para o futuro, com relação sobretudo à inteligente transformação das principais avenidas do Malhado em mão única, e à implantação das ciclofaixas.

Porém, neste momento de mudanças no tráfego e na forma de estacionar, faz-se urgente uma ampla campanha de informação e reeducação de condutores de veículos e de pedestres para o novo uso destas vias, pois eu mesmo confesso que, por duas vezes, simplesmente entrei na contramão e fui alertado por aviso de terceiros, o que poderia ter causado um grave acidente.

A presença dos agentes de trânsito no local é imprescindível, mas não é o suficiente: é necessária a realização de uma ampla campanha midiática pelo rádio, mediante entrega de panfletos educativos e, tendo em vista que em Ilhéus também circulam pessoas vindas de outros municípios, pela televisão, para que compreendamos, por exemplo que os carros na Av. ACM agora estacionam na rua, ao lado da ciclofaixa; que algumas conversões que fazíamos agora são proibidas; quais vias se tornaram mão e contramão, entre outros aspectos.

Estas informações devem ser massificadas junto à população, para aprendermos a utilizar corretamente as vias repaginadas, com novas possibilidades de uso urbano e nova normatização a ser observada.

Por fim, mesmo sendo apenas um cidadão sem conhecimento técnico, arrisco dizer que as mudanças, embora talvez ainda sujeitas a alguns ajustes, de modo geral são positivas, ajudam, inovam, abrem novas possibilidades de uso para ciclistas, pedestres e mais fluidez para quem trafega em veículo automotor.

Mas, por favor: nos orientem para que, por falta de informação, não venhamos a provocar graves acidentes.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz.



4 responses to “As alterações no trânsito do Malhado

  1. Logo vi que não era um especialista de trânsito. Se fosse comerciante da região estaria reclamando. Se fosse cliente de algum comércio dali estaria reclamando. Ônibus estacionando sobre a ciclofaixa está ok também para o senhor? Isto aponta para o futuro? Comércios que já estão se segurando naquela região e agora terão que demitir funcionários. Isso é apontar para o futuro? Uma avenida que nunca teve engarrafamentos e agora está tendo. Jesus! Quanta ignorância! Não percam em breve os comerciantes e motoristas fechando o tráfego da região, e com razão!

  2. O acostamento depois da cilovia é um.absurdo..sem.nenhuma segurança..sinceramente isso so acontece em.ilheus,se é pra provocar a população provoca com sinalizacao adequada.semafaros que funcione,pontos de onibus adequados..faca o necessario pra depois inventar modinhas…

  3. Claro q Ilhéus deve se modernizar, instalar e ampliar as ciclovias/ciclofaixas, o problema é q a mudança nesse trecho prejudicou moradores e comércio de 2 avenidas importantes. Os únicos beneficiados com a mudança foi o hotel Barravento q ganhou um estacionamento e as escolas adventista e fênix. Antes de uma mudança como essa os moradores e comerciantes da região deveriam ter sido ouvidos, todos já sentem o declínio dos seus comércios q estão às moscas, comerciantes esses q não chegaram ali do dia pra noite, muitos já trabalham ali há mais de 15 anos. O estacionamento da Av. ACM está no meio da rua, não há como os caminhões fazerem entregas ou dos moradores idosos entrarem e sairem em suas casas com segurança. Ressalto ainda que as 2 ciclovias da região tem início e fim nós mesmos lugares para a curta distância aplicada. Logo uma região que não havia problema de fluxo de trânsito e atendia bem a todos que a utilizavam é a única a enfrentar uma mudança drástica q trás mais prejuízos do que benefícios.

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