
Em primeira mão.
Nesta quinta-feira, 09, o BG ouviu o relato dramático de uma moradora da zona norte de Ilhéus que foi infectada pelo coronavírus.
O BG recebeu cópia do exame que deu positivo para Covid-19, feito pelo Laboratório Central da Bahia (Lacen).
A mulher é casada e tem filho (a) pequeno (a). Não informaremos identidade e endereço para manter a segurança da família e impedir possíveis agressões.
A mulher tem entre 18 e 27 anos, fez o exame no dia 4 de abril e recebeu o resultado três dias depois. Vive dias muito difíceis uma vez que ela e o esposo estão desempregados.
Reclama que o resultado do exame foi passado de maneira inoportuna por uma funcionária da Vigilância Epidemiológica de Ilhéus. A equipe foi até a residência dela, mas preferiu não entrar. Antes de comunicar que ela estava doente, a servidora não buscou condições que possibilitassem privacidade. Alguns vizinhos escutaram e a partir desse momento ela e o marido passaram a ser olhados com desconfiança. O impacto a deixou muito nervosa e trêmula. Sem dar justificativas, a Vigilância Epidemiológica não fez o exame no marido e no filho (a).
A paciente afirma não ter recebido máscaras, luvas, álcool gel e qualquer tipo de apoio da Secretaria de Saúde de Ilhéus. As máscaras que ela e o marido utilizam foram compradas com parte dos poucos recursos que ainda restam.
Ela questiona a Sesau por não ter viabilizado consulta com um infectologista. Afirma que está se sentindo muito mal, mas a secretaria lhe afirmou que não há infectologista disponível para atendimento em domicílio.
Nos áudios é possível perceber que a paciente também necessita de acompanhamento psicológico. A condição financeira precária e o receio de já ter contaminado o marido e o filho (a) abalam seu estado emocional.
Alguns parentes sensibilizados com a situação organizaram uma “vaquinha” para pagar uma consulta médica. Ela demonstra gratidão pela atitude dos familiares, mas lamenta o abandono do SUS.
A partir do relato dessa paciente, fica a desconfiança de que a Sesau-Ilhéus não apoia os pacientes contaminados que necessitam de alimentos e equipamentos de proteção individual.
Por voltas das 17h21min., tentamos falar com o secretário municipal de saúde, Geraldo Magela. Fizemos três tentativas, mas ele não atendeu nossas ligações.










Respostas de 3
Em Itabuna estamos vivendo a mesma situação ,eles só fazem ligar pra dizer que estão monitorando .
Fica difícil a situação do isolamento.
Eles falam que o lixo deve ser colocado em dois sacos fechados e identificado como contaminado ,porém aqui na rua não tem coleta de lixo .
Somos obrigados a usar marcará dentro de casa ,porém não temos máscaras.
Esse é o Governo Cuida De Mim Doutor! Ilhéus está uma vergonha, descaso l, abandono, arrogância, perversidade.
Quero ajudar mais não tem informações de onde mora, ou onde entregar alimentos para essa família. Máscaras e etc.