
O espaço de atividades culturais do OcupaUESC sediou nessa terça-feira (22) evento com o jornalista Cid Benjamin. Durante o debate, o professor Luiz Blume, do Departamento de Filosofia e História da UESC, lembrou que o aparelho de repressão da ditadura militar agiu ativamente em Ilhéus.
Segundo Blume, o Morro de Pernambuco serviu de base clandestina para a tortura de presos políticos. Na bela paisagem diante da foz do rio Cachoeira, militares interrogavam os subversivos antes de levá-los para a unidade da Polícia Federal.
Ao comentar a importância do trabalho da Comissão Nacional da Verdade em contraste com a impunidade dos torturadores, Cid Benjamin lembrou a história recente da África do Sul. Sob a liderança de Nelson Mandela, vítima de tortura assim como Benjamin, o país africano obrigou os adeptos da tortura a descrever detalhadamente os crimes que cometeram.
Conforme Cid, orientado pela visão política de um dos maiores nomes do século XX, o povo sul-africano entendeu que mais importante do que punir os torturadores era desvelar completamente os crimes cometidos. Só esse reconhecimento evitaria a repetição dos erros no futuro. Caso o Brasil tivesse adotado postura parecida há três décadas, o pedreiro Amarildo, que virou símbolo da luta contra a tortura policial, talvez ainda estivesse com a sua família numa favela do Rio de Janeiro.










Respostas de 2
Nossa história que NUNC devemos esquecer. Nossa eterna gratidão, respeito e reconhecimento da dívida que temos com pessoas que não temeram a morte para lutar por nossa liberdade.
E os crimes cometidos pelos ditos “revolucionários”, que não foram poucos, por que não são citados?
Maria D’ajuda, eterna gratidão por qual motivo? lutaram sim para derrubar uma ditadura e implantar outra nos moldes cubanos e soviéticos. Quem chama isso de luta pela liberdade não passa de um ignorante da realidade.
É duro para militantes da esquerda reconhecerem que os ditos “revolucionários”, também cometeram crimes.