BLOG DO GUSMÃO

MENSAGEM À PRESIDENTA ELEITA

Por Marcos Pennha.

Mais um ano à beira do término. Logo, logo, começa 2011 e, desta vez, com nova direção na República Federativa do Brasil. Sai Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entra Dilma Vana Rousseff, do mesmo partido, primeira mulher a ocupar este posto.

São diversas as preocupações relacionadas aos destinos do Brasil, que trilha o caminho do desenvolvimento. O presidente Lula lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual delegou à Dilma a responsabilidade, chegando a cognominá-la de “mãe do PAC”.

Não podemos desconhecer que o crescimento econômico é de grande importância para o país. A população aumenta e os pais de família precisam de emprego para sustentar suas proles. Para tanto, no entender do governo, há a necessidade da produção industrial alavancada ao máximo. O problema é que devemos levar em consideração a questão ambiental, tão em voga no mundo inteiro. Esse é o xis da questão: encontrar o equilíbrio entre o crescimento econômico e a tão necessária preservação ambiental. Há de se considerar que, frequentemente, acontece o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que é tudo produzido no país, mas que, por outro lado, não se reflete no desenvolvimento social. Significa que o povo ajuda a fazer crescer o bolo e, miseravelmente, na divisão, tem que se contentar com os farelos.

O governo deve dá atenção maior aos investimentos nas energias alternativas, como solar e eólica, bem como nos biocombustíveis que venham substituir o petróleo, ou ao menos diminuir o uso. No quesito meios de locomoção, existe a necessidade de melhorar a qualidade do transporte coletivo. Muito tem que ser feito, e rapidamente. Evidente que as coisas não se realizam com o estalar dos dedos. No entanto, tem que se começar de alguma forma.

A presidenta eleita Dilma já disse que a prioridade do seu governo será a erradicação, ou minoração, da pobreza. Atitude acertada. Em seu momento de descanso pós campanha eleitoral, Dilma escolheu a beira da praia do Patizeiro, na casa de um empresário paulista, em Itacaré/ BA. Não se sabe se é por força do destino, mas, com certeza, serviu para que a futura presidenta reflita sobre a intenção dos governos federal e estadual, em parceria público-privada (ppp), de transformar o local em via de transporte de minério, notadamente o ferro.

O governo federal, através da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S. A., já dá andamento a construção da ferrovia Oeste Leste, que parte de Caetité/ BA indo até Figueirópolis no estado do Tocantins. Para o escoamento do ferro, vindo de Caetité, o governo do Estado pretende construir, em ppp com a Bahia Mineração (BAMIN), o terminal de uso privativo no distrito ilheense Ponta da Tulha, que fica na estrada para Itacaré. Como diz o ambientalista e professor Rui Rocha, secretário executivo do Instituto Floresta Viva (IFV) e membro da ASHOKA (organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social e trabalho e apoio aos empreendedores sociais), “esse projeto do governo representa um estupro à região sul da Bahia”.

A implantação de um complexo para exportar ferro, numa área vocacionada para o ecoturismo e outras atividades sustentáveis, é um crime contra a população. A preocupação dos ambientalistas é que o complexo porto sul não gerará o número de empregos alardeado, e, além do mais, exterminará os meios de subsistência naturais existentes. O problema do porto sul não é só ambiental, é bom que se esclareça. Também, é social. Ilhéus é altamente despreparada nos quesitos saúde, educação, segurança e habitação para a população atual. Imagine com o aumento populacional! Seria aumento de problemas sociais, e não solução.

A estrada Ilhéus/ Itacaré foi programada para ser explorada pelo turismo ecológico. Além do turismo, pode-se desenvolver a pesca, a agricultura familiar, em especial no cultivo do cacau, que se encontra em ascensão, possibilitando o investimento em fábricas de chocolate. Existem várias formas de geração de emprego e renda, fora do famigerado porto sul, nesse rico pedaço da Bahia, todas elas sustentáveis. Não é justo mudar toda a logística, optando pela exportação de ferro e provável construção de siderúrgicas, que destroem irreversivelmente o meio ambiente e não geram a quantidade de empregos esperada por parte da população. Os bilhões de reais, que seriam para o indesejável porto sul, devem ser investidos nas atividades naturais da região. Aliás, com bem menos, tem-se o retorno social bem maior.

Tomara que, em seus momentos de descanso no belo espaço paisagístico de Itacaré, a nossa presidenta eleita Dilma Rousseff tenha refletido sobre o apelo dos moradores do entorno do local: “Respeite a nossa natureza!”

Contatos com o autor: [email protected]

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Uma resposta

  1. Caro,
    Companheiro
    Marcos Pennha

    O destino já esta traçado.A ferrovia Oeste Leste já esta sendo feita as desapropriações para chegar em Ilhéus.O Porto Sul ou Porto da Bamim é irreversível, não tem ambientalistas, neos-ambientalista que pode mudar o rumo do desenvolvimento industrial de Ilhéus.O ccaos instalado na cidade com a falta de empregos, comércio falído esta chegando ao fim.Se, o ecoturismo fosse rendavél já estava sendo praticado a vários anos na região, o povo não come brisa amorosa, e a mairia da popolação é favor do emprendimento industrializado.A voz da razão, da fome e da miséria foi gerada por pensadores ambientalistas, que nada trouxeram de benefício a região ao contrário tirou o pouco que a região ainda produzia.Falácias e mera ilusões que ecoturismo susentável e viavél a região, você menospreza a minha inteligência.O Porto Bamin,novo aeroporto,porto pesqueiro são obras de necessidades urgentes , urgentissíma que precisa ser postas em pratíca.Não podemos mais esperar, o tempo urde ações concretas de viabilidades desses projetos de suma importância para a continuação do crescimento da cidade, arrecadação de impostos,empregos e renda ao município, vamos alavancar o progresso industrializado.Não podemos mais esperar.Ninguém segura uma obra do governo federal, quem ficar na frente o trator passa por cima.Já assisti este filme antes e vou ver o reprise.Veja o bisbo que quiz barrar a tranposição do Rio São Francisco,greve de fome, protesto,adiantou!O trator passou por cima e as obras vão levando água ao árido do sertão.
    abs,
    FELIZ Ano Novo!Pense ainda é tempo de passar para o lado do vencedores e entrar para a história dos que lutaram pelo desenvolvimento industrializado de Ilhéus.
    Kalif Rabelo

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