
“Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social”.
Antonio Candido.
Hoje, dia 05 de dezembro de 2011, a história nos lembra os 100 anos de um verdadeiro herói do povo brasileiro, assassinado no dia 04 de novembro 1969. Um homem e “mulato baiano”, indignado, inquieto, que escreveu: “É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer”.
Carlos Marighella dedicou toda a sua vida ao combate à injustiça social. É certo que tenha cometido erros, como qualquer ser humano, porém, nunca perdeu a coerência de herói. Ao saber das atrocidades cometidas por Stalin (seu ídolo e referência obrigatória aos comunistas), após a divulgação do relatório Krushev em 1956, chorou copiosamente de decepção e constrangimento.
Vivemos uma época em que as lutas pelas causas coletivas estão cedendo lugar aos interesses pessoais. Ler sobre a vida de Marighella nos possibilita uma reflexão profunda, que vai de encontro a esta tendência.
Abaixo, texto do site www.carlos.marighella.nom.br.
Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911. Era filho de imigrante italiano com uma negra descendente dos haussás, conhecidos pela combatividade nas sublevações contra a escravidão.
De origem humilde, ainda adolescente despertou para as lutas sociais. Aos 18 anos iniciou curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e tornou-se militante do Partido Comunista, dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.
Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiria na militância política, interrompendo os estudos universitários no 3o ano, em 1932, quando deslocou-se para o Rio de Janeiro.
Em 1o de maio de 1936 Marighella foi novamente preso e enfrentou, durante 23 dias, as terríveis torturas da polícia de Filinto Müller. Permaneceu encarcerado por um ano e, quando solto pela “macedada” – nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação — deixou o exemplo de uma tenacidade impressionante.
Transferindo-se para São Paulo, Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas, duramente atingidos pela repressão, e o combate ao terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas.
Voltaria aos cárceres em 1939, sendo mais uma vez torturado de forma brutal na Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, mas se negando a fornecer qualquer informação à polícia. Na CPI que investigaria os crimes do Estado Novo o médico Dr. Nilo Rodrigues deporia que, com referência a Marighella, nunca vira tamanha resistência a maus tratos nem tanta bravura.
Recolhido aos presídios de Fernando de Noronha e Ilha Grande pelo seis anos seguintes, ele dirigiria sua energia revolucionária ao trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia.
Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista na legalidade. Deposto o ditador Vargas e convocadas eleições gerais, foi eleito deputado federal constituinte pelo estado da Bahia. Seria apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferindo, em menos de dois anos, cerca de duzentos discursos em que tomou, invariavelmente, a defesa das aspirações operárias, denunciando as péssimas condições de vida do povo brasileiro e a crescente penetração imperialista no país.
Com o mandato cassado pela repressão que o governo Dutra desencadeou contra o comunistas, Marighella foi obrigado a retornar à clandestinidade em 1948, condição em que permaneceria por mais de duas décadas, até seu assassinato.
Nos anos 50, exercendo novamente a militância em São Paulo, tomaria parte ativa nas lutas populares do período, em defesa do monopólio estatal do petróleo e contra o envio de soldados brasileiros à Coréia e a desnacionalização da economia. Cada vez mais, Carlos Marighella voltaria suas reflexões em direção do problema agrário, redigindo, em 1958, o ensaio “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, o primeiro de uma série de análises teórico-políticas que elaborou até 1969. Nesta fase visitaria a China Popular e a União Soviética, e anos depois, conheceria Cuba. Em suas viagens pôde examinar de perto as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.
Após o golpe militar de 1964, Marighella foi localizado por agentes do DOPS carioca em 9 de maio num cinema do bairro da Tijuca. Enfrentou os policiais que o cercavam com socos e gritos de “Abaixo a ditadura militar fascista” e “Viva a democracia”, recebendo um tiro a queima-roupa no peito. Descrevendo o episódio no livro “Por que resisti à prisão”, ele afirmaria: “Minha força vinha mesmo era da convicção política, da certeza (…) de que a liberdade não se defende senão resistindo”.
Repetindo a postura de altivez das prisões anteriores, Marighella fez de sua defesa um ataque aos crimes e ao obscurantismo que imperava desde 1o de abril. Conseguiu, com isso, catalisar um movimento de solidariedade que forçou os militares a aceitar um habeas-corpus e sua libertação imediata. Desse momento em diante, intensificou o combate à ditadura utilizando todos os meios de luta na tentativa de impedir a consolidação de um regime ilegal e ilegítimo. Mas, mantendo o país sob terror policial, o governo sufocou os sindicatos e suspendeu as garantias constitucionais dos cidadãos, enquanto estrangulava o parlamento. Na ocasião, Carlos Marighella aprofundou as divergências com o Partido Comunista, criticando seu imobilismo.
Em dezembro de 1966, em carta à Comissão Executiva do PCB, requereu seu desligamento da mesma, explicitando a disposição de lutar revolucionariamente junto às massas, em vez de ficar à espera das regras do jogo político e burocrático convencional que, segundo entendia, imperava na liderança. E quando já não havia outra solução, conforme suas próprias palavras, fundou a ALN – Ação Libertadora Nacional para, de armas em punho, enfrentar a ditadura.
O endurecimento do regime militar, a partir do final de 1968, culminou numa repressão sem precedentes. Marighella passou a ser apontado como Inimigo Público Número Um, transformando-se em alvo de uma caçada que envolveu, a nível nacional, toda a estrutura da polícia política.
Na noite de 4 de novembro de 1969 – há exatos 40 anos — surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista, Carlos Marighella tombou varado pelas balas dos agentes do DOPS sob a chefia do delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Documentário Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro, de Silvio Tendler.









Respostas de 16
Meu amigo e companheiro de muitas lutas Gusmão. Li com lagrimas e saudades a materia sobre o grande heroi brasileiro e baiano Marighella. Minha vida tem muito haver com esse homem.
Vou contar para vocês todos. Nasci no dia 04 de novembro de 1969 na mesma hora que Marighella estav sendo morto pela repressão militar.
meu pai um homem espirita, me resgistrou no dia 05 de nmovembro que segundo ele, eu poderia me torna um terrorista, como era chamdo pela imprensa, naquela epoca as pessoas que lutavam por um pais mais justo e humano.
Eu cresci ouvindo essa história e hoje pertenço ao partido cumunista do brasil, e sou um apaixonado pela luta do nosso povo. tenho 28 anos de movimento estudantil e popular. assim como Marighella, ja sofrir várias agressões e demissões por ser comunista. Eu não paro de falr e contar essa historia linda da minha vida.
Joselito Alves Martins. è Pedagogo Formado pela uesc.
Ilheus precisa de um prefeito assim : de coragem, de parsonalidade, de peito e raça .
PARABÉNS MARIGHELLA POR DEIXAR-NOS UM ACERVO IMENSURÁVAL.
Senhor Editor,
Causa coletiva nesta região é a luta contra a doença implantada, que destruiu nossa economia. O Brasil que já foi o 2o maior produtor de cacau do mundo, hoje passa pelo constrangimento de ser importador da amêndoa! O crime biológico vitimou 2,5 milhões de habitantes de 22 municípios do Sul Baiano.
Em compensação, os nossos formadores de opinião fingem que o problema não existiu, e se colocaram à serviço exatamente daqueles que respondem (foram formalmente acusados) pelo crime.
Causas coletivas, ou causas pessoais??????
poxa Gusmão, você quer me matar de emoção? você ainda tem esse post? obrigado pela lembrança. você prova a cada dia que é um pessoa acima de seu tempo. abraço. eu tenho verdadeira admiração por Marighella. me faz lembrar do meu velho pai.
Robson, o relatório da Polícia Federal não identifica culpados, apesar de afirmar que a infestação foi criminosa.
De qualquer forma, se vc quiser dar uma entrevista, acusando as pessoas, o espaço está aberto.
Sr Editor,
Parabéns por saber do Inquérito da DPF!
A questão é tão grave em nossa região, que uma cópia do documento, formalmente entregue por produtores na Blibioteca da UESC, de lá foi solenemente surrupiado, por alguém ligado aos interesses dos bandidos!…
Agora, o material já não está disponível para os alunos do curso de Direito.
Quanto a acusação, lhe sugiro três caminhos: 1o – buscar o padrasto do goleiro Bruno (do Flamento), o Luiz Henrique Franco Timóteo, que fez a primeira acusação, e tem fatos novos para acrescentar.
2o – Buscar o Pesquisador Dilson Araújo, que faz um documentário baseado em mais de 2.000 documentos sobre o caso.
3o – Perguntar ao Geraldo Bruxento Simões por que ele decretou uma greve geral na Ceplac – que durou exatos 8 meses – tão logo a doença foi identificada em Uruçuca. Ele não queria que houvesse o combate à enfermidade?
Robson, este assunto é do seu interesse, e nós estamos dispostos a abrir espaço. Basta que as pessoas sugeridas entrem em contato.
Bela homenagem, Gusmão!
Carlos Pereira
Somente sinto pelas vítimas do verdugo “herói”.
Os militares deram um golpe militar, passaram por cima da constituição. As viúvas da ditadura esquecem desse detalhe.
Viva Marighella!
Carlos Marighella ex-deputado federal PCdoB, foi o precursor de atos terroristas,sequestros,assaltos,formação de guerrilheiros, morreu em combate, junto com o camarada Joaquim Câmara,reagindo a voz de prisão dada pelo Del. do DOPS Dr. Sergio Paranhos Fleury.Descanse em paz queimando nos marmóres dos infernos!
Os militares mortos em combates, com os guerrilheiros e terroristas, também deixaram viúvas e filhos.Não receberam homenagens postúmas, nem idenizações milionárias.
Viva Carlos Marighella e viva à todos aqueles que lutaram por justiça social para o nosso tão sofrido povo brasileiro. Viva a democracia e viva o Socialismo.
Desde quando lutar contra “a injustiça social” fazendo o mal a inocentes é ato heróico?
Somente num país desmemoriado, com uma elite praticante do relativismo ético de ocasião, um degenerado ideológico que contribuiu diretamente para a execução de assassinatos, latrocínios, sequestros e explosões de inocentes pode ser considerado herói.
As vítimas das ações “heróicas” planejadas pelo notório terrorista Carlos Marighella agradecem a homenagem.
Atos de terrorismo indiscriminado e justiçamentos ocorridos durante os governos militares, atestam a verdade histórica !
O que “eles” (muitos formados em guerrilhas na China e em Cuba ) queriam mesmo, era a implantação de um regime nos moldes de Cuba , cujo comunismo e terror, perdura até os dias atuais .
Não tentem reescrever a História de forma facciosa e revanchista !
Um criminoso, um assassino completou 100 anos e foi homenageado por autoridades brasileiras como se alguma coisa tenha feito pelo Brasil.Foi até anistiado e a família deste facínora irá receber dinheiro por ter combatido a liberdade e ter querido implantar uma ditadura. A desgraça que vai sendo implantada no nosso Querido Brasil.
“A Comissão da Anistia, em nome do Estado brasileiro, faz os mais sinceros pedidos de desculpas pelas atrocidades que foram cometidas contra o herói do povo brasileiro ,Carlos Marighella”.
Como é que é?! Em nome do Estado? Do povo?
“Marighella era o chefe da ALN, que MATOU UMA PENCA DE PESSOAS,
muitas delas sem qualquer ligação com a luta política.”
“Também omite o fato de que ele foi o autor do “Mini Manual da Guerrilha Urbana,
em que faz aberta e explicitamente a defesa do terrorismo e do assassinato de soldados.”
E, como é sabido, não ficou apenas na teoria.Abaixo, a lista de pessoas
assassinadas pela ALN, sozinha ou em associação com outros grupos”.
“AS FAMÍLIAS DESSAS PESSOAS NÃO FORAM NEM SERÃO INDENIZADAS.
A COMISSÃO DE ANISTIA EXISTE PARA CONCEDER BENEFÍCIOS SÓ A ESQUERDISTAS
CONSIDERADOS ‘VÍTIMAS DO REGIME MILITAR’.
Os mortos de esquerda são heróis.
Os que não são, perdem até o direito de ter um nome.
Aliás, o fato desaparece”.
Vai aqui mais uma contribuição à Comissão da Verdade.
“PESSOAS ASSASSINADAS PELA ALN, DO “HERÓI” CARLOS MARIGHELLA
10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – (Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
11/01/69 – Edmundo Janot – (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – (Subinspetor de Polícia – BH/ MG)
29/01/69 – José Antunes Ferreira – (Guarda Civil-BH/MG)
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – (Sargento PM – São Paulo / SP)
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – (Estudante – MG)
18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – (Sargento PM – São Paulo / SP)
20/01/72 – Sylas Bispo Feche – (Cabo PM São Paulo / SP)
25/01/72 – Elzo Ito – (Estudante – São Paulo / SP)
20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró (Sargento PM – São Paulo)
12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo)
20/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro )
01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro)
05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro)
27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo)
15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás)
21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo)
22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (Civil – Rio de Janeiro)
25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de polícia – São Paulo)
27/03/65 – Carlos Argemiro Camargo (Sargento do Exército – Paraná)
11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento
31/03/70 – Joaquim Melo (Investigador de Polícia – Pernambuco)
08/03/71 – Djalma Pelucci Batista (Soldado PM – Rio de Janeiro)
24/03/71 – Mateus Levino dos Santos (Tenente da FAB – Pernambuco)
06/03/72 – Walter Cesar Galetti (Comerciante – São Paulo)
12/03/72 – Manoel dos Santos (Guarda de segurança – São Paulo)
12/03/72 – AnibalFigueiredo e Aluquerque (Coronel R1 do EB– São Paulo)
12/03/73 – Pedro Mneiro (Capataz da Fazenda Capingo – )
14/04/69 – Francisco Bentoda Silva (Motorista – SP)
14/04/69 – Luiz Francisc da Silva (Guarda bancário –SP)
04/04/71 – José Júlio Toja Martinez (Major do Exército – RJ)
07/04/71 – Maria Alice Matos (Empregada doméstica – RJ)
15/04/71 – Henning Albert Boilesen (Industrial – São Paulo)
10/04/74 – Geraldo José Nogueira (Soldado PM – São Paulo)
31/05/68 – Ailton de Oliveira (Guarda Penitenciário – RJ)
08/05/69 – José de Carvalho (Investigador de Polícia – SP)
08/05/72 – Odilo Cruz Rosa (Cabo do Exército – PA)
09/05/69 – Orlando Pinto da Silva (Guarda Civil – SP)
27/05/69 – Naul José Montavani (Soldado PM – SP)
02/05/70 – Jõao Batista de Souza (Guarda de Segurança – SP
10/05/70 – Alberto Mendes Junior (1º Tenente PMESP – SP)
10/05/71 – Manoel Silva Neto (Soldado PM – SP)
14/05/71 – Adilson Sampaio (Artesão – RJ)
26/06/68 – Mário Kosel Filho (Soldado do Exército – SP)
27/06/68 – Nelson de Barros (Sargento PM – RJ)
27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos (Civil – RJ)
04/06/69 – Boaventura Rodrigues da Silva (Soldado PM – SP)
22/06/69 – Guido Bone (Soldado PM – SP)
Natalino Amaro Teixeira (Soldado PM – SP)
11/06/70 – Irlando de Moura Régis (Agente da Polícia Federal – RJ)
09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de liveira (Civil – RJ)
02/06/72 – Rosendo (?) (Sargento PM – SP)
29/06/72 – João Pereira (Mateiro-região do Araguaia – PA)
…/06/73 – Francisco Valdir de Paula (Soldado do EB-Região do Araguaia – PA)
25/07/66 – Edson Régis de Carvalho (Jornalista – PE)
25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes (Almirante – PE)
01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto M. Von Westernhagen (Major do Exército Alemão – RJ)
11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi – RJ)
24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira (Soldado PM – SP)
15/07/70 – Isidoro Zamboldi (Guarda de segurança – SP)
01/07/71 – Jaime Pereira da Silva (Civil – RJ)
20/08/69 – José Santa Maria (Gerente de Banco ? RJ)
25/08/69 – Sulamita Campos Leite (Dona de casa ? PA)
31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM – MA)
12/08/70 – Benedito Gomes (Capitão do Exército ? SP)
19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança ? RJ)
29/08/70 – José Armando Rodrigues (Comerciante – CE)
28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade (Cabo PM – GO)
07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza (Soldado PM – SP)
20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery (Soldado PM – SP)
03/09/69 – José Getúlio Borba
– João Guilherme de Brito (Soldado da PM)
20/09/69 – Samuel Pires (Cobrador de ônibus – SP)
22/09/69 – Kurt Kriegel (Comerciante – SP)
30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton (Agente da Polícia Federal – SP)
14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva (Guarda de segurança – SP)
21/09/70 – Célio Tonelly (Soldado PM – SP)
22/09/70 – Autair Macedo (Guarda de segurança – RJ)
02/09/71 – Gentil Procópio de Melo (Motorista de praça – PE)
02/09/71 – Gaudêncio Jaime Dolce
Silvâno Amâncio dos Santos
Demerval Ferreira dos Santos (Guardas de segurança – RJ)
09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo (Detetive Polícia Civil – RJ)
23/09/72 – Mário Abraim da Silva (Segundo Sargento do Exército – PA)
??/09/72 – Osmar… (Posseiro – PA)
27/09/72 – Sílvio Nunes Alves (Bancário – RJ)
12/10/68 – Charles Rodney Chandler (Cap. do Exército dos USA – SP)
24/10/68 – Luiz Carlos Augusto (Civil – RJ)
25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite (Civil – RJ)
04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira (Guarda particular – RJ)
06/10/69 – Abelardo Rosa Lima (Soldado PM – SP)
07/10/69 – Romildo Ottenio (Soldado PM – SP)
31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins (Civil – PE)
27/10/70 – Walder Xavier de Lima (Sargento da Aeronáutica – BA)
22/10/71 – José do Amaral (Sub-oficial da reserva da Marinha / RJ)
–/10/71 – Alberto da Silva Machado (Civil – RJ)
01/10/72 – Luiz Honório Correia (Civil – RJ)
06/10/72 – Severino Fernandes da Silva (Civil-PE)
José Inocêncio Barreto (Civil- PE)
12/11/64 – Paulo Macena (Vigia – RJ)
24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) (Fazendeiro – SP)
07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia (Civil – SP)
04/11/69 – Estela Borges Morato (Investigadora do DOPS – SP)
04/11/69 ? Friederich Adolf Rohmann (Protético – SP)
07/11/69 – Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM – MA)
14/11/69 – Orlando Girolo (Bancário – SP)
17/11/69 – Joel Nunes (Sub-Tenente PM – RJ)
10/11/70 – José Marques do Nascimento (Civil – SP)
10/11/70 – Garibaldo de Queiroz (Soldado PM – SP)
01/11/71 – Nelson Martinez Ponce (Cabo PM – SP)
10/11/71 – João Campos (Cabo PM – SP)
22/11/71 – José Amaral Vilela (Guarda de segurança – RJ)
27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho (Soldado PMRJ)
15/12/67 – Osíris Motta Marcondes (Bancário – SP)
17/12/69 – Joel Nunes (Sargento – PM – RJ)
18/12/69 – Elias dos Santos (Soldado do Exército – RJ)
10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo (Agente da Polícia Federal – RJ)
13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura (Guarda de Segurança – RJ)
Manoel da Silva Dutra (Comerciante)
Francisco Bento da Silva (Motorista)
CHOREM BRASILEIROS! A BANDEIRA NACIONAL DEVERIA SE ENCONTRAR A MEIO PAU EM HOMENAGEM AO TENENTE IPORAN NUNES DE OLIVEIRA. NADA, NEM UM TOQUE DE SILÊNCIO! INFELIZ PAÍS EM QUE ASSASSINOS, QUE MATAM BRASILEIROS SÃO “HOMENAGEADOS” E OS VERDADEIROS HEROIS ESQUECIDOS? REPASSEM AOS SEUS FILHOS, FAMILIARES, AMIGOS, PARENTES E CONHECIDOS PARA QUE A HISTÓRIA DO BRASIL NÃO SEJA ESCRITA POR BANDIDOS!
“QUEM ACEITA O MAL SEM PROTESTAR, COOPERA REALMENTE COM ELE”. MARTIN LUTHER KING
olá! não vejo uma linha sequer na imprensa, referindo-se, a militares do exercito brasileiro que serviam nas fronteiras do Brasil, e que sofriam humilhações ameaças e eram licenciados ao bel prazer dos cmts dos bts. eu sou um desses, fui licenciado pelo regime militar ditatorial que imperava no 5 becnst em porto velho sob o comando do coronel carlos Aloysio weber, tínhamos correspondências violadas pelos os X9 e informantes do comando, eu recebia monografias da ordem rosacruz, da qual era estudante, e um tal de cabo vitor as violava, para informar ao cap. S1, o coronel, ameaçava que se descobrisse mafiosos, corpos iriam aparecer boiando no rio madeira que cortava a cidade de porto velho, tenho um amigo que foi licenciado depois de 8 anos de serviços prestados, vive confinado num quarto na Pavuna, louco, depois de ter contraído 15 malárias e 5 hepatite, é o único remanescente vivo e contemporâneo que conheço. estou com um pedido de repação econômica tramitando na comissão de anistia, tenho fotos e documentos que poderão ser juntada nos autos, caso me solicitem. sou um injustiçado da ditadura militar com todas as letras, provavelmente eu vou morrer e não serei justiçado já estou avançando em idade, tenho a idade da presidenta Dilma roussef.