
Comemorada no último final de semana, a festa da Puxada do Mastro de São Sebastião está “intimamente” relacionada com a “história de permanência e resistência dos indígenas tupinambás” em Olivença. A afirmação é do historiador Erlon Costa, que estuda o evento há 18 anos.
Mestre em desenvolvimento sustentável em terras indígenas pela Universidade de Brasília, Erlon afirma que as origens da festa remetem ao século XVI, quando, numa “tentativa de catequização dos indígenas”, padres jesuítas usaram uma “manifestação cultural nativa, a corrida de tora, para disseminar elementos cristãos entre os indígenas aldeados”.
Atualmente, os rituais de resistência do povo tupinambá se concentram na luta pela demarcação do território reconhecido como indígena desde 2009 pela FUNAI.
Sustentabilidade
Segundo o historiador, a derrubada da árvore usada como mastro tem sido ressignificada por “uma nova concepção de sustentabilidade”, que incluiu a plantação de mudas no local da “cepa”.
Em 2017, sob a gestão do governo do prefeito Mário Alexandre (PSD) e do vice José Nazal (Rede Sustentabilidade), pela primeira vez a Prefeitura de Ilhéus levou as mudas para o plantio.
A iniciativa é importante porque auxilia a Associação dos Machadeiros de Olivença, responsável pela organização da festa, a conciliar a tradição e o cuidado com a floresta. Em alguns dos anos anteriores, as plantas deixaram de ser levadas por falta de transporte.









Uma resposta
essa era juê Dão, Ajuê Dan Dão,
Vamos puxar este mastro que é de São Sebastião.
Ajuê Dão, Ajuê Dan Dão,
Ajuê Dan Dão virou e Ajuê Dan Dão virá
Ajuê Dão, Ajuê Dan Dão,
Eu pisei na casca da lima e vi o cheiro do limão