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IDOSO CHAMA MULHER NEGRA DE “ESPANTALHO” EM BANCO DE ILHÉUS

Imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa.

Por volta das 18h30min dessa quarta (1º), um idoso de aproximadamente 60 anos entrou na agência da Caixa Econômica Federal localizada no Calçadão da Marquês de Paranaguá, no Centro de Ilhéus. Ele caminhou até um dos caixas eletrônicos e se deparou com uma mulher negra. Ela tinha cabelos cacheados e os ostentava num penteado afro.

A aparência dela não agradou o idoso, que era branco e dono de um penteado “social”, como nos acostumamos a chamar o corte de cabelo dos militares. Ele fez uma cara de reprovação e disse que a mulher se parecia com um “espantalho”. Repetiu a afirmação três vezes, enquanto girava o dedo indicador da mão esquerda ao lado da própria cabeça – o gesto manual que significa loucura.

Ao ouvir a comparação feita pelo idoso, a mulher, um pouco desconcertada, disse: “é a diversidade”, como se tentasse se defender, como se devesse uma explicação ao sujeito desconhecido.

Comentário do Blog do Gusmão.

O repórter Thiago Dias, do Blog do Gusmão, presenciou a cena narrada acima. O episódio nos pareceu um caso típico de racismo. Isso porque aquele idoso ou qualquer pessoa pode ter um juízo de valor negativo sobre a aparência dos outros. O problema está em manifestar esse juízo, em tom ofensivo, de modo a causar constrangimento. Ou seja, se guardasse para si as suas impressões, o homem branco não correria o risco de cometer uma injúria racial. Mas, diante de uma mulher, que dificilmente reagiria com vigor ao comentário maldoso (como de fato não reagiu), ele se sentiu à vontade para dizer o que pensa.

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3 respostas

  1. Sou negro, e graças a Deus. Não sei o que passa pela cabeça de pessoas que levantam comentários racistas, acredito que esta atitude vem de indivíduos loucos, pois não consigo digerir esta cena. Os negros sofreram tanto e ainda tem que passar constrangimento por determinados loucos que se acham alguma coisa, sabendo eles que todos nós compartilhamos o mesmo moradia sobre a terra (o cemitério).
    Que Deus possa esta abençoando esses racistas.

  2. Sou negra e costumo usar tecidos na cabeça e não deixo barato quando escuto essas desgraças. Não tenho outro nome pra qualificar. Graças a Deus não presenciei essa cena. Seguramente ficaria muito irritada, gravaria a “loucura” do indivíduo ainda me oferecia para ser testemunha para a vítima. Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuufa, só de ler irrita. Nos meus 69 anos de vida tenho ainda q saber dessas….. ele não é louco não, é preconceituoso, desrespeitoso.

  3. Na hora do ocorrido ninguém se manifestou? Deixaram isso passar despercebido? Esse nojento tinha que ser punido pela infeliz fala dele.

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