
A vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus (CMSI), Diala Magalhães, foi destituída da função durante a 7ª Conferência Municipal de Saúde.
O evento aconteceu nos dias 25 e 26 de abril, no Hotel Praia do Sol, e teve a participação de vários segmentos da sociedade ilheense interessados no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos debates sobre os princípios do SUS, foi enfatizado que o Conselho de Saúde deve agir com independência em relação à prefeitura, e que os membros do controle social não devem sucumbir às tentativas de cooptação dos políticos no poder.
A partir deste princípio, surgiram muitas queixas sobre o desempenho da vice-presidente Diala Magalhães, que apesar de conselheira, costuma agir em defesa do governo Marão.
Como a conferência municipal tem condição hierárquica superior, a mesa diretora do Conselho de Saúde foi obrigada a convocar uma reunião extraordinária para analisar o problema.
A mesa diretora foi destituída, e, a partir de uma nova eleição, o presidente Rafael Santos foi reconduzido ao cargo, sem ter Diala como substituta imediata. A ex-vice-presidente continua como conselheira, mas não faz parte do corpo dirigente.
A nova diretoria pretende adequar-se à legislação e abrir edital para que outras entidades possam ter representantes no CMSI. Dentre as falhas, persiste a ausência de representações indígenas, mesmo havendo um programa de saúde específico que atende o povo Tupinambá dentro do território ilheense.
Comentário do blog.
A atuação de Diala Magalhães como conselheira é controversa e contraditória. Na campanha eleitoral das eleições municipais de 2016, ela apareceu num vídeo fazendo denúncias contra o então candidato Mário Alexandre (PSD).
No vídeo, ela afirmou que o médico Marão chegava atrasado nos plantões e que por isso, não deveria ser prefeito de Ilhéus. Depois de um tempo, mudou de postura e passou a apoiá-lo.
Como cidadã, ela pode mudar de posição política, mas como conselheira, o compromisso deve ser com o aprimoramento do SUS.









