BLOG DO GUSMÃO

Prefeito Valderico Júnior não corre risco de ser afastado

Evani Cavalcante e Valderico Júnior. Foto: Sucom-Ilhéus.

Nota técnica da secretária de educação é investigada.

Segundo o jornalista Emilio Gusmão, por enquanto não há implicações contra o prefeito Valderico Júnior na Operação Merenda Digna, que apura supostas irregularidades na aquisição de alimentação escolar pelo município de Ilhéus.

O Blog do Gusmão colheu informações exclusivas sobre a operação. Os dados foram repassados ao público no episódio de ontem do Pod Gusma #40.

Em 2025, a empresa RS Santiago assumiu um contrato emergencial no valor de R$ 15,5 milhões. Segundo as investigações, houve sobrepreço de R$ 1,7 milhão.

A investigação não identificou uso de recursos federais destinados à alimentação escolar no pagamento da empresa. Por essa razão, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal não atuam no caso.

A apuração aponta suspeitas relacionadas a um ato administrativo da secretária municipal de Educação, Evani Cavalcante. Ela teria concedido prazo adicional à empresa RS Santiago para a apresentação de um laudo sanitário exigido.

O prazo foi concedido às 23 horas de um determinado dia. A ampliação teria sido formalizada por meio de nota técnica da Secretaria de Educação.

Na manhã seguinte, a empresa teria cumprido os requisitos exigidos pela secretária na nota técnica.

Outro aspecto citado nas denúncias foi a entrega incompleta dos alimentos. Em algumas situações, chegava o feijão, mas faltava o tempero. Chegava a carne, mas não chegava o tempero. Chegava o achocolatado, mas faltava o leite.

As denúncias apresentadas pelo Conselho de Alimentação Escolar também tiveram peso na investigação, assim como os depoimentos de conselheiros.

De acordo com Gusmão, o prefeito Valderico Júnior não corre o risco de ser afastado da função neste momento.

No caso de uma investigação criminal, a 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus não pode pedir diretamente o afastamento do prefeito. Esse pedido, quando envolve prefeito em processo criminal, cabe ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia, cargo atualmente ocupado por Pedro Maia.

A situação seria diferente se o caso envolvesse uma ação de improbidade administrativa. Nessa hipótese, a promotoria poderia pedir o afastamento do prefeito, desde que houvesse justa motivação para isso.

Mas, até o momento, não é esse o caso.

O episódio completo do Pod Gusma #40 está disponível no Canal do Gusmão no YouTube.

Assista ao corte.

Veja o episódio do Pod Gusma completo.

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