BLOG DO GUSMÃO

INCIDENTES EM ANTARES, O BILHETE AZUL, O LÁZARO DENUNCISTA, OS BODES DO IVÃ…

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

Confesso que não consigo alcançar as similitudes entre os elementos correlacionais citados figurativamente pelo povo e imprensa ao perfilarem as condutas do nosso prefeito. Talvez seja a idade ou quem sabe, algum retardo descompassado que me persegue incorrigivelmente. Essas coisas de Face book, instagran; Twiter, whatsapp; apps; que impregnam as linguagens do moderno ciber jornalismo e, por osmose, altera também as interações do expressionismo e comunicação entre o povão, fazem-me entre suas vítimas, ignorante, por não assimila-las! E porque preso e atrelado às velhas mídias impressas; aos livros em formatos arcaicos, invés dos e-books; ao e-mail ao invés das mensagens online; redes sociais, etc. Sinto-me torpedeado pela ignorância em relação à moderna comunicação de massa e sua imensa complexidade.

“Prefeito: Tal e qual um vetusto coronel sentado numa cadeira de balanços à frente da varanda do casarão sede da fazenda, assistindo os frutos do cacaueiro mudar do verde dólar para o dourado das moedas da libra esterlina!”. Aliás, esclareçam-me, por favor, os porquês de estarem promovendo o prefeito à condição de Coronel do cacau? Menino de Engenho… A great one… The wolf of Wall Street… Il superb?  Que coisa minha gente? E mais; essa coisa de “jagunço” personificou figuras duma época passada onde as balas e peixeiras do belicismo e intimidador, substituíam os civilizados recursos diplomáticos do entendimento humano mútuos, solenemente ignorados em favor da truculência e sangue derramado entre as partes em contencioso! Isso não condiz com o nosso politizado e sorridente prefeito, reconhecidamente um panglossiano feliz e sorridente! Devemos tomar ciência e pé, que vivemos um existencialismo moral claramente relativista num regime democrático, diga-se, exageradamente “democrático” pra uns, enquanto nem tanto para o povo!

Há sutis mudanças nas morais coletivas; ou não? Hoje o fio do bigode de antigamente passou a ser apenas cabelo da venta! Faz um tempão que, negativado no Serasa e SPC, com vários títulos protestados em hasta pública, essa fibra queratinosa deixou de avalizar e dar salvaguardas aos créditos ilimitados do antigamente. Hoje é só cabelo mesmo, seja pentelho ou de outras regiões pouco olorosas; não vale mais nada. As “letras”, notas promissórias, cheques endossados etc., são vistos por todos com indisfarçável desconfiança; imaginem um chumaço de cabelo removido de onde não se sabe a origem? Ora, se fios de cabelos; “letras”; precatórios; títulos públicos; empenhos; notas promissórias; cheques; etc. são garantias proscritas por decadência de liquidez e conversibilidade! Imaginem “palavras”, mesmo que pronunciadas em solene eloquência?

“Palavras são palavras, nada mais que palavras!” dizia-o em todos seus discursos o saudoso deputado Justus Veríssimo, personagem do inesquecível Chico Anísio. Será que, fugindo à regra de um princípio irretocável, nós persistimos crédulos às palavras, independente de quem as proferiu e, indiferentes aos conceitos; às “razões” e aos fatores motivacionais que se fizeram em palavras promissórias? Palavras são apenas palavras; contextualidades fugazes como flatos libertos em dias tormentosos. Não deixam rastros que apontem suas origens!

Truculento; vingativo; perseguidor; coronelzinho, monocrático… Inimigo do povo… Etc. e tal. E mais uma saraivada de epítetos ditos como aqueles arroubos de desagravos proferidos por algumas mulheres quando rejeitadas ou traídas por seu homem. Feridas mortalmente em suas vaidades e autoestimas, elas agem tal e qual o conteúdo moral da fábula “A Raposa e as uvas”. Não as comi porque estavam verdes… Azedas… Impalatáveis! Fala sério vai? Não comeu porque não pode. Aí ficam pelos cantos remoendo uma intolerável dor de cotovelo. É sabido que não podemos tipificar o prefeito como sendo a Branca de Neve e nós, os anõezinhos; tampouco lhe cabe à personificação do czar Ivã (O Terrível) e nos, os coitados mujiques! O prefeito é ele mesmo; todos o conhecem. E nós, nós somos os mesmos eleitores que o conduziram e reconduziram quatro vezes à prefeitura! Ou seja: filo porque quilo! Um enorme quilo de política!

É claro que não podemos dizer que a cidade está entre o razoável e o tolerável em matéria de serviços públicos, conservação urbana, etc. é exagerado otimismo dizê-la assim. Se nos ativermos às carências urbanas, seriam laudas e mais laudas para lista-las. Se relacionarmos as deficiências e inexistências absolutas e, em estado crítico comum à nossa combalida cidade, necessitaríamos resmas para relacionar tudo. Mas nada disso nos impele à uníssona execração coletiva que o povo impõe por pesada auréola sobre a cabeça do nosso prefeito!

Se nosso prefeito enfurnou-se numa trincheira de onde atira a esmo contra aqueles que criticam seu desempenho à frente da prefeitura e também contra nós, povo, fartos de insatisfações, foi porque nós mesmos lhe concedemos a espingarda; a munição e a frustração política ante o evidente repúdio generalizado da população. Ou não? Não podemos supor que um político com a vivência do nosso prefeito tenha se prestado a exigir a demissão do excelente radialista Luk Rei, bem como, que se tirasse do ar o programa de grande audiência comandado por ele. Seria muito direto, pouco sutil e nada eu eufêmico, além de estar em franco desacordo com as atitudes históricas já vistas. Por outro lado, nem seria necessário pedir a extinção do programa, impondo silêncio nessa emissora, calando do Luk, etc. Um bom “estrategista” não expõe sua armas mais letais para vencer uma batalha. Nos exemplos de Alexandre, O Grande; Napoleão, Winston Churchill… Primeiro avalia-se detidamente as vulnerabilidades e suscetibilidades do adversário: número de armas, potencialidades, vias para fuga à retaguarda, acesso água, alimentos e remédios suficientes para prover subsistência da tropa, etc. Fácil não? Basta bloquear qualquer desses acessos críticos, fechar uma torneirinha, para vencer uma batalha apenas levando o adversário à inanição. Desconfia-se que a estratégia que supostamente emudeceu o Luk Rei foi por aí! Atirou com espingarda de cano torto para atingir a caça numa curva fechada! As “vulnerabilidades e susceptibilidades” sob um sistema democrático capitalista estão irremediavelmente atreladas às estratégias monetaristas… Pensou? Manda quem pode; obedece quem necessita.

Em outra ponta, lembro o onipresente e fantasmagórico ex-prefeito, reincorporado em sessão recente para levar a público mais um incidente escandaloso, desta vez no Plenário da Câmara. Todos sabem: ele amargou um fim de mandato beirando os 92% de rejeição popular e todas as contas rejeitadas pelo TCM, uma sumidade! Em vista disso, alguns “otimistas” de plantão preconizam que não estamos longe de revivenciarmos semelhante “atuação” caso o atual prefeito continue nesse afã evolutivo e a cidade, continue estacionada no tempo, relegada à própria sorte em franca involução degenerativa beirando cronicidade. Alguns analistas enxergam índices em torno de 82 a 85% em termos de atual rejeição popular. Não mais que uma dezena atrás do recorde a ser superado. Caracterizados pela total inexistência de empatias, serviços, bom tratamento e boas relações com o povo; trabalho; etc., os senhores secretários municipais são icônicos exemplares de comprometimento para que o prefeito atinja vitorioso, o ápice dessas metas almejadas. Num ano de eleições, vale tudo. É hora de nos inserirmos nesse contexto. Alguns por si mesmo e outros também! Aleluia Ilhéus!… Aleluia.

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