
O secretário de saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, foi desmentido de maneira taxativa pela Secretaria Estadual de Saúde.
Segundo Magela em entrevista ao site Pimenta, “somente na semana passada foi assinado o documento de transferência do hospital do estado para o município. Portanto, o município não poderia licitar nada [antes de receber o documento]”.
Em nota encaminhada ao BG nesta terça-feira (29), a SESAB constesta a explicação do secretário municipal.
Desde dezembro de 2019, quando foi iniciada a reforma (com ampliação) do hospital, custeada pelo governo baiano, o município tinha ciência de que ficará responsável pela gestão da unidade. Segundo a nota, a SESAB enviou no dia 21 de maio o termo de transferência assinado eletronicamente, e vinha fazendo diversas cobranças para que o ente municipal o devolvesse com a assinatura que faltava (a do prefeito). O documento só foi devolvido no último dia 22 de junho, ou seja, 6 dias antes do aniversário da cidade,
No dia 15 de junho, uma mulher deu à luz na calçada da Santa Casa de Misericódia de Ilhéus. O caso repercutiu nacionalmente após ser divulgado pela imprensa local.

Apesar deste fato lamentável, que evidencia mais uma vez a importância do hospital materno-infantil para o município, a prefeitura não acelerou o processo para colocar a unidade em funcionamento.
Vale lembrar que Geraldo Magela é o secretário que foi “visitado” pela Polícia Federal cedinho, bem cedinho, e disse à imprensa que é “normal”.
Leia a nota da Sesab na íntegra.
“Desde dezembro de 2019, início das obras de reforma e ampliação do Hospital Materno-infantil de Ilhéus, a prefeitura tinha ciência que a unidade seria gerida pelo município. Além do atendimento obstétrico, o novo hospital ofertará cuidados intensivo e intermediário neonatal e cuidados intensivo e clínico às crianças. Na oportunidade, o termo de transferência da unidade foi assinado e enviado eletronicamente ao município de Ilhéus em 21 de maio de 2021, sendo feitas sucessivas e reiteradas cobranças à prefeitura para que assinasse, o que só foi efetivado no dia 22 de junho passado. De igual modo, a prefeitura foi informada que a contratação do fornecimento de oxigênio deveria ser feita pela organização social gestora a ser licitada sob responsabilidade municipal, como ocorre em todos os contratos de hospitais sob gestão por organização social”.









