
O Instituto Nossa Ilhéus divulgou ontem (quinta, 02), para vários segmentos da sociedade organizada, o primeiro estudo de Indicadores Sociais do Município.
Diante do Teatro Municipal cheio, alguns dados foram apresentados por Elvis Bonassa, coordenador da Kairós Desenvolvimento, que conduziu a pesquisa.
Com intervenções durante o evento, atores do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) animaram a platéia.

Entre os números apresentados, chamaram a atenção os péssimos índices da saúde, violência e educação.
Dados levantados na pesquisa indicam, por exemplo, que a cada mil crianças que nasceram em Ilhéus no ano passado, 24 morreram antes de completar um ano. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos.

Comparada a 28 cidades brasileiras de mesmo porte, Ilhéus ocupa o último lugar nesse quesito.
Quando observados os dados da educação, vale destacar o alto percentual de escolas públicas sem biblioteca. Até o ano passado, 68,7% das unidades não contavam com ambientes adequados para leitura.
De 2009 até 2011, os números da violência contra a mulher só aumentaram. Há dois anos, em cada grupo de 10 mil mulheres ilheenses, 18 foram agredidas. No ano passado, o número disparou, chegando a 33,14 casos registrados.
No comparativo com as demais cidades, Ilhéus é classificada como a pior em mais de 60% dos indicadores pesquisados.
Depois de apresentados alguns indicadores, a platéia foi agraciada com a fala do empresário Oded Grajew, fundador e presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e um dos idealizadores, em 2001, do Fórum Social Mundial.

Durante trinta minutos, Grajew falou da necessidade do desenvolvimento econômico responsável, aliado à preservação ambiental e à melhoria dos indicadores sociais.

No fim do evento, os três candidatos a prefeito de Ilhéus, Carmelita Ângela (PT), Jabes Ribeiro (PP) e Jorge Luiz (PSOL), tiveram a oportunidade de comentar os dados apresentados.








