BLOG DO GUSMÃO

INDICADORES DA SAÚDE DE ILHÉUS – 2

Dando continuidade à divulgação dos indicadores sociais de ilhéus na área da saúde, mostraremos como a cidade se saiu nos seguintes subtópicos: mortalidade neonatal precoce e tardia, baixo peso ao nascer, pré-natal insuficiente, partos cesáreos e curetagem pós-aborto.

Para facilitar a compreensão dos dados, usaremos valores absolutos para cada caso. O sistema foi encomendado pelo Instituto Nossa Ilhéus.

Dados da mortalidade neonatal precoce.

Mortalidade neonatal precoce é constituída pelos casos de morte de recém-nascidos com menos de uma semana de vida. Ela depende muito da qualidade da assistência pré-natal, do parto e dos cuidados com a criança, como também da qualidade de vida da mãe durante a gestação.

Comparada a cidades como Itabuna, Juazeiro e Alvorada (RS), Ilhéus ocupa a pior colocação nesse indicador: em 2009, foram 53 casos. Um ano depois, os números caíram, indo a 44 e em 2011 voltaram a subir, fechando em 49.

Mortalidade neonatal tardia é calculada com base nos óbitos entre uma semana e um mês de vida. Ela tem razões muito semelhantes às da neonatal precoce, mas sofre influência das condições de vida e habitação da família.

Os dados de 2009 apontaram 2 casos desse tipo. Em 2010 foram 5 e no ano passado 6.

Baixo peso ao nascer – Este indicador apresenta o percentual de nascidos com menos de 2,5 quilos. O baixo peso é um fator de risco para a criança: quanto menor o peso, maior a probabilidade de morte precoce.

Ilhéus apresenta números altos nesse quesito, mas com uma tendência à queda: 2009 foram 259, no ano seguinte 238 e em 2011 foram 251.

Baixo peso é mais um problema existente.

Pré-natal insuficiente aponta o percentual de nascidos vivos cujas mães fizeram menos do que 7 consultas pré-natal. É um importante indicador de acesso à saúde, influenciado por fatores socioeconômicos, pela infraestrutura de prestação de serviços e por políticas públicas assistenciais e preventivas.

Os dados de Ilhéus deixam muito a desejar: 2009 foram 2481 casos, em 2010, 2433 e no ano passado uma queda significativa, chegando a 2169.

Em 2009, a cada cem mulheres grávidas, 83 não faziam todos os procedimentos do pré-natal.

Partos cesáreos – Percentual de partos realizados com operação cesariana. O aumento de partos cesáreos tem relação com a capacidade econômica das gestantes e está ligado ao modelo de assistência obstétrica adotado, que privilegia a cirurgia em detrimento do parto normal.

Nos últimos três anos, foi registrado um decréscimo nos casos de partos cesáreos: em 2009 foram 1493, um ano depois 1498 casos e, em 2011, 1444 operações.

Curetagem pós-aborto é uma forma indireta de medida da incidência de aborto na população feminina, na faixa etária de 15 a 39 anos, na qual o fenômeno tem maior frequência. A análise foi feita tanto em casos de abortos espontâneos, como estimulados.

Entre 2009 e 2010 houve queda significativa nos números, de 489 para 406. No ano passado, houve leve alta, fechando em 412.

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Uma resposta

  1. Excelente matéria! Tomara as pessoas passem a se interessar mais pelos indicadores sociais que pelos indices da BOVESPA.

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